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Numa fotografia, alguém lê. Este é o princípio de um blogue que merece visita.

Há muito que Enrique Vila-Matas estava na minha categoria de autores must read. O mal de Montano, vencedor do Prémio Herralde, do Prémio Femina (França) para melhor romance estrangeiro e do Prémio Nacional da Crítica, afigurava-se como uma boa hipótese para me iniciar na obra do autor espanhol. O livro marca 20,14€ na Wook e podia ficar-me por 18,13€ na Fnac (preço aderente). Acontece que surgiu a oportunidade de o licitar a partir dos 7,50€  no Déjà Lu. Por se tratar de um projecto em que todos os ganhos revertem para a APPT21 e o Centro de Desenvolvimento Infantil DIFERENÇAS, resolvi abrir o leilão num valor mais justo. 10€ uma, 10€ duas  e tudo estava bem encaminhado (fui verificar algumas vezes) para o 10€ três, quando alguém decide aumentar 20 cêntimos à minha licitação. Não se faz. Eu sei que sempre são mais 20 cêntimos para uma boa causa, mas sentia-me melhor se o número tivesse sido mais redondo. Duas conclusões: ainda não foi desta que cheguei a Vila-Matas e ainda não foi desta que trouxe um livro do Déjà Lu. Resta-me a satisfação de ir contribuindo para o aumento dos valores das licitações e a certeza de que um dia destes chegará a minha vez.

É o décimo – mesmo com o “l” em queda. Fica em Cantanhede e foi gentilmente enviado pela amiga Sara Rosas, a quem agradeço a atenção.

Largos meses depois, surge novo Café Central. É o nono e teve o  simpático contributo de António Chaves. Façam o favor de dar um salto a Celorico da Beira.

Por ter levado algum tempo a ler tudo o que se foi comentando, só agora trago à baila uma discussão que já tem uns dias. Tudo começou com um post de Maria do Rosário Pedreira sobre uma crítica de José Riço Direitinho a um livro de Valter Hugo Mãe. Não, tudo começou com a tal crítica a O filho de mil homens, ou com as estrelinhas a ele atribuídas. Entre gente que leu a crítica, gente que leu o livro e gente que não leu uma coisa nem outra, a discussão conta já com 119 comentários.
Nas entrelinhas, levantam-se suspeitas, trocam-se acusações e o essencial (escrito num ou noutro comentário) fica para segundo plano:
1) A crítica literária pode partir de qualquer um (depois haverá sempre os mais capazes, os mais preparados), em qualquer situação (idade, sexo e credo),desde que tenha lido o livro em causa;
2) A crítica literária é tão mais pessoal quanto o gostar do azul e não do vermelho;
3) A crítica literária é, desde que não sirva para achincalhar ou insultar, obrigatoriamente aceitável (concorde-se mais, menos, ou nada);
3) Atribuir entre zero e cinco estrelinhas a um livro é tarefa complicada  e redutora (haverá o três que é quase quatro, o três que só é três porque é ligeiramente superior ao outro que foi dois);
4) As estrelinhas que alguém atribui a um livro só podem comparar-se com outras por si atribuídas (consequência do ponto 2);
5) As estrelinhas atribuídas a um livro de um determinado género literário não podem ser comparadas com as atribuídas a livros de outro género (até podem, mas é comparar o coiso com as calças);
6) Todos os géneros literários têm os seus zeros e cincos;
Espécie de corolário) As opiniões são como as vaginas: cada um tem a sua e quem quiser dá-la, dá-a.
Conclusão) Como referi inicialmente, levei algum tempo a ler tudo o que foi escrito a propósito do post de Maria do Rosário Pedreira. Tempo que tinha sido tão bem aplicado na leitura que tenho em mãos

E nós, quem somos?

[Via Bibliotecário de Babel, via Livreira Anarquista.]

Na sua centésima edição, a revista Os Meus Livros publicou uma lista de obras literárias que, no decorrer da sua existência e na opinião dos seus colaboradores, mereceram as tão desejadas cinco estrelas. Nessa mesma edição, ficou a promessa de publicar a lista completa, desta feita no blogue da revista. Promessa cumprida. Dessa extensa lista (com 412 entradas), verifiquei que li vinte livros. Destes, apenas a metade atribuiria as cinco estrelas. A um ou outro chegaria mesmo a atribuir três estrelas. Retiro daqui duas conclusões. Um: na literatura, a distinção entre o bom e o mau não oferece grande contestação, mas na distinção entre o bom e o excelente (com o muito bom pelo meio) entra muito muito de pessoal, muito daquilo de que é feito o próprio leitor; dois: a Biblioteca de Babel saída da cabeça de Jorge Luís Borges talvez seja uma ideia utópica, mas a verdade é que já li qualquer coisa e ainda não li nada.

Ontem passou-me completamente, mas a verdade é que sete anos já não podem passar sem uma pequena referência.
Isto é muito feito a pensar no umbigo, mas sabe bem ter por cá visitas. Obrigado.

Já estava na altura de mudar o aspecto ao estaminé. Pretende-se a mesma simplicidade e um ar mais fresco – daí o fundo branco, os cinzas e o laranja que tanto me agrada. Espero que, ultrapassada a estranheza da mudança, também gostem.

Mais de meio ano depois, a actualização esperada: é o oitavo Café Central. Fica em Arcozelo e, por estar tão ao alcance, acabou por ir caindo no esquecimento. Falha hoje corrigida.

Volto à carga com os livros. Desta vez, um blogue em que são leiloados livros (umas vezes novos, por vezes até assinados, mas normalmente usados) com valores base de licitação bem interessantes. É o Déjà lu. Depois, porque as receitas apuradas dos leilões revertem inteiramente para a APPT21 (Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21) e para o Centro de Desenvolvimento Infantil DIFERENÇAS, os valores até chegam a aproximar-se dos de mercado. Fica a satisfação de poder trazer livros para casa ao mesmo tempo que se ajudam instituições de grande valia.
Há por lá livros de todos os géneros, por isso vale a pena espreitar.

[Também se podem enviar livros para leilão.]

Não sei se é recente, sei que é irritante. Muito.

Gosto da cama por fazer. Assim parece que andas aqui por casa. Antes de voltares vou fazê-la à pressa, não vás tu não perceber o desarrumo como compensação.

In Estranho Amor.

É que José Mario Silva, por muitos conhecido como Bibliotecário de Babel, vai oferecer – sim, leram bem, oferecer – umas boas centenas de livros. Bastará aparecer no Miradouro do Monte Agudo e escolher. Como gostava de saber de iniciativas semelhantes em que pudesse participar, só me restava passar a palavra. Os detalhes estão aqui. É de aproveitar.

O Pedro Ribeiro escreveu umas linhas acerca da participação lusa no mundial de futebol. Concordo com grande parte do que escreveu, mas acho que se alongou. O essencial está aqui:

Portugal sai naturalmente da prova, mas fica aquela ideia de que podia ter feito algo mais. Marcámos golos à Coreia do Norte e a mais ninguém, só ganhámos a esta equipa, a que pior ranking tinha. Os equipamentos eram bonitos.

Tanto se passam meses sem uma actualização, como se chega a uma semana com duas. Em Campo de Besteiros encontrou-se o sétimo Café Central.

Há mais um Café Central no levantamento que tem vindo a ser feito. É o sexto e fica em Aveleda.

[Agradecimento ao amigo António Braga, pela atenção que teve em enviar este registo.]

São as trocas e baldrocas com a Feira do Livro do Porto. Não se estranhe que já se fale do Porto (meu Porto, para que conste) como uma cidade irrelevante e gerida sem critério.

Pouco religioso, mas mais uma vez um belíssimo post do Estranho Amor. É matemático.

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