É isso mesmo, obrigado a recuar à entrada anterior. A uma música a que, num álbum de gravações ao vivo com alguns anos, Fingerlings 4, Andrew Bird havia dado o nome de The Sifters. Obrigado a recuar a essa música que, por fazer parte da banda sonora de Norman (quando é que isto chega a Portugal, já agora?), foi gravada em estúdio e teve direito a novo baptismo, passando a chamar-se Night Sky. Obrigado a recuar porque, se a música é fantástica (vai crescendo, crescendo), a letra arrisca méritos que falham a muitos livros. Andrew Bird começa por explicar a influência da lua nas marés dando a esta o papel de violinista, que puxa e empurra as ondas de costa a costa, para depois perguntar se haverá melodia maior e imaginar-se o céu nocturno (e talvez a lua, de violino junto ao ombro). O músico de Chicago avança para as questões do amor e do tempo e para o papel que este último desempenha no primeiro (se um tivesse 75 e o outro 9, se não tivessem vivido o mesmo tempo), sem esquecer as perguntas certas (estarias sozinho?, contavas-me as tuas histórias?). E termina uma vez mais a imaginar-se o céu nocturno (e talvez as estrelas que – diz a astrologia – regem o rumo dos acontecimentos).









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Ontem, a