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Um curto texto do site de um jornal nacional noticia que Anthony Bourdain esteve recentemente em Lisboa a gravar um episódio do seu famoso No Reservation. São umas breves linhas em que apenas cabem referências a Bourdain, ao programa, a Lisboa, ao fado, a Lobo Antunes (que o acompanhou) e a Ramiro (proprietário de um dos restaurantes visitados). Notícia mais que espremida. Acontece que o português, nos comentários, consegue dizer (escrever) mal, imagine-se só… do chef americano, do seu programa, da cidade em questão, do seu Presidente da Câmara, de Ramiro, da jornalista que assinou o texto, de Passos Coelho e, ainda que de raspão, de Lobo Antunes. Safou-se o fado, talvez por ser património da humanidade. É obra.

[Conteúdo Maisfutebol]

Não sei se é defeito meu, mas a associação entre o “grandalhões” e os jogadores de râguebi não foi a primeira que me veio à cabeça.

I. No busquen ser originales. El ser distinto es inevitable cuando uno no se preocupa de serlo.

II. No intenten deslumbrar al burgués. Ya no resulta. Éste sólo se asusta cuando le amenazan el bolsillo.

III. No traten de complicar al lector, ni buscar ni reclamar su ayuda.

IV. No escriban jamás pensando en la crítica, en los amigos o parientes, en la dulce novia o esposa. Ni siquiera en el lector hipotético.

V. No sacrifiquen la sinceridad literaria a nada. Ni a la política ni al triunfo. Escriban siempre para ese otro, silencioso e implacable, que llevamos dentro y no es posible engañar.

VI. No sigan modas, abjuren del maestro sagrado antes del tercer canto del gallo.

VII. No se limiten a leer los libros ya consagrados. Proust y Joyce fueron despreciados cuando asomaron la nariz, hoy son genios.

VIII. No olviden la frase, justamente famosa: 2 más dos son cuatro; pero ¿y si fueran 5?

IX. No desdeñen temas con extraña narrativa, cualquiera sea su origen. Roben si es necesario.

X. Mientan siempre.

XI. No olviden que Hemingway escribió: “Incluso di lecturas de los trozos ya listos de mi novela, que viene a ser lo más bajo en que un escritor puede caer.”

[Retirado daqui, enquanto se vai avançando na leitura de O Estaleiro. Uma tradução possível (pt-br), aqui.]

O Google não deixa escapar uma data. Hoje, lembra-nos que seria o 112º aniversário deste brilhante autor. O doodle (termo que designa o logótipo do motor de busca) é, mais uma vez, excelente.

A Assembleia Sexy, a acreditar no enredo do filme A Rede Social, é muito semelhante a uma das ideias iniciais de Mark Zuckerberg, antes de surgir o Facebook que hoje conhecemos. Nesse caso, os duelos eram entre as alunas de um campus universitário, enquanto que neste Assembleia Sexy os duelos são, como o próprio nome sugere, entre deputados. Fiquei a conhecer o site através de um comentário a uma entrada recente e achei que valia a pena divulgar.
É política até para quem não gosta de política.

Está iminente o arranque de uma iniciativa que visa levar livros  ao Facebook, para que estes possam ser lidos aí, de uma forma mais interactiva (com o ganho da interactividade, outras coisas se perderão, seguramente). A primeira experiência arrancará em breve, com O bom inverno, de João Tordo. O projecto é da Leya e, ultrapassados os primeiros problemas (acontece em tudo o que é novidade), desperta curiosidade. Não substituirá, nem passará a perna ao tradicional formato em papel e, descansem os profetas da desgraça, não acabará com o hábito de leitura, mas pode ser uma experiência engraçada.
É aqui que tudo se vai passar.

[Via Bibliotecário de Babel]

Há dias, no Bibliotecário de Babel, o fenómeno veio à baila. Tudo porque um dos vídeos mais vistos no YouTube em 2010 mostrava um arco-íris duplo e o relato eufórico de quem captava. José Mário Silva fez-me resgatar uma imagem que captei. Dois reparos: a qualidade da fotografia, que é a possível para um modesto telemóvel, e o cenário, o possível em dia de trabalho.

Vale a pena espreitar. Cerca de um minuto em que se junta gente como Bardem, Michael Douglas, Matt Damon, Vincent Cassel e Natalie Portman a música de Owen Pallet.

Não é o regresso às cassetes, mas sim um avanço para o álbum que se avizinha, Last night on earth.

National Geographic’s Photography Contest 2010 [Ver mais]

Há em todas as estantes livros que não se dispensam – aqueles que nos disseram algo, os de autores que apreciamos. Outros há de que, por uma razão ou outra, nos conseguimos desfazer – falta de espaço, desinteresse pela temática, pelo autor. Em casos destes, a solução que mais se aproxima da perfeição é a possibilidade de trocá-los. Quem os liberta ganha espaço para outros e quem os pede terá todo o gosto em recebê-los. Foi desta forma que cheguei ao Winking Books. Foi desta forma que já enviei quatro livros e recebi três (um Céline, um Coetzee e um Ian McEwan, nada mau). Conseguem-se encontrar na plataforma livros de todo o tipo, mas é certo que quantos mais forem os utilizadores, mais completa será a oferta. É um convite que faço. Digam que vão da minha parte.

Receita para uma experiência singular:
Junte-se ao tema We Used to Wait uma parte de vídeo; acrescentem-se uns quantos efeitos; adicionem-se imagens reais do local onde crescemos; sincronize-se tudo. Aconselha-se visualização em Google Chrome (vai dando com um ou outro browser, ainda assim), com o volume bem alto. Está tudo aqui.

Like This!

O célebre jogo fará amanhã trinta anos e o Google fez por não deixar passar a data despercebida. Assim, ao acedermos ao não menos famoso motor de busca, podemos reparar no logótipo alusivo ao Pac-Man. Mas não é tudo: o doodle é jogável, tem vários níveis e os sons originais. Estes senhores são brilhantes.

Não sei dizer se o projecto é recente, mas sei que é louvável, como o são todos os movimentos de paz. Este serve-se da música e pretende levar algum descanso ao Uganda e às mulheres abusadas, torturadas e mutiladas nesse país africano. A música e a palavra falada podem terminar guerras, mudar o mundo. É este o mote para o The voice project.
Músicos cantam temas de outros músicos. Já são alguns, mas aqui teria que ficar Andrew Bird, na companhia de Priscilla Ahn. O original é de Cass McCombs.

[Temos a certeza de estar perante um génio quando a este isso não lhe basta. Andrew Bird é um desses casos.]

Não é coisa de grande utilidade, mas o resultado final é engraçado. A partir de um texto, ou de um blogue, gera-se uma nuvem de palavras como a que acima se apresenta. É no Wordle e não custa nada.

Os velhinhos cromos da bola da Panini também souberam acompanhar os tempos.

[Se bem que, como nos livros, o formato em papel tenha outro encanto - cá por casa há até quem já tenha pedido a caderneta.]

A coisa já não é recente, mas confesso que só hoje me dei conta de tamanha pérola. O atraso não lhe retira valor. Passou-se numa praia de Matosinhos e contou com abioins, conbersaj delicadaj e uma despedida no mínimo enigmática – brák iú, fokers. Começou por ser assim. Foi motivo de paródia, aqui. A despedida? Passo a explicar.

Um mundial não é só futebol.

Não me lembro de ver no Ípsilon uma crítica com tantos comentários. Obra de João Bonifácio, que escreve uns parágrafos acerca de um dos muitos festivais de música que marcam o Verão nacional. Não perdi – nem perco – grande tempo com a forma como o texto é apresentado, tendo-me contentado com uma leitura na diagonal. O crítico, nota-se bem, não gostou do que viu e não gostou do que ouviu. Nota-se também que tem pouca simpatia pelos artistas que compunham o cartaz do referido festival. Está no seu direito. Uma crítica é sempre subjectiva, encontre ela maior ou menor aceitação. Quando muito, errou o Ípsilon ao enviar João Bonifácio para fazer uma crítica que se sabia ter grandes hipóteses de ser negativa ainda antes de ser conhecida.
Já li neste suplemento muitas críticas com que concordei e muitas outras com que discordei. De certeza que algumas delas seriam de João Bonifácio, mas a atenção que lhes dispenso não chega para conhecer as inclinações e preferências do jornalista.
Pior que os excessos e antipatias de uma crítica é a falta de um mínimo de rigor. Pior: a capacidade de arrastar um entrevistado para esse mesmo erro. Novamente obra de Bonifácio, à conversa com Camané. Isto sim, vale a pena espreitar.

[O Ípsilon continua a ser uma das minhas leituras preferidas, servindo em muito para ir tomando conhecimento das novidades artísticas e dando o espaço que poucos outros dão a alguns dos meus artistas/autores preferidos.]
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