Archives for category: Vício da bola

A culpa é da menina que, ao oferecer-me as primeiras, descobriu o que os meus pés queriam.

Acreditar é um verbo tramado de conjugar quando a terceira pessoa do singular é Vítor Pereira, mas que justifica o risco se pensarmos que a primeira pessoa do plural é Porto.

… que futebolzinho é aquele que andamos a jogar?

Dá para vê-los juntos mais vezes?

Aconteceu esta madrugada com os Sub-20. Confesso que não segui toda a competição com a atenção devida e que alguns dos jogadores nacionais me eram mesmo desconhecidos, mas a verdade é que o jogo de ontem me deixou excelente impressão de quase todos (muitos deles, pelo menos). Mostraram atitude, espírito de sacrifício e cabeça. Mostraram futebol, também. Mika é muito seguro, Mário Rui é discreto e muito eficaz, Pelé é uma força da natureza, Nélson Oliveira (sozinho deu que fazer a três defesas de cada vez, até estourar) é mais jogador que muitas das carradas de estrangeiros que se vão buscar e Sérgio Oliveira idem. Faço ponto mas não termino, isto porque falta falar de Danilo. Havia um de cada lado e só conhecia (por força das notícias em torno da sua contratação pelo FC Porto) o canarinho. A valer apenas pelo jogo de ontem, preferia ter o português. Foi determinado e quase sempre perfeito no que fez. O quase prova que é humano e também erra, evidentemente.
Portugal jogou em alta rotação, sempre com muito querer. O Brasil foi uma equipa mais calma. Portugal perdeu porque não foi possível ter pernas para jogar da mesma forma do início ao fim. Perdeu o jogo, mas ganhou o respeito de quem os acompanhou. Ainda que as vitórias morais não interessem para nadinha, este grupo de jogadores sem tiques e manias de vedeta está de parabéns.

Fico meio preocupado quando leio comparações destas e dava-me por satisfeito que o rapaz fosse inteiramente profissional. O jeito para a bola parece lá estar.

  1. «Amo o Benfica.» – Fábio Coentrão
  2. «Se sair agora do Benfica, um dia hei-de voltar» – idem
  3. «Só sei que há interesse do Real Madrid» – o mesmo
  4. Coentrão não será negociado e só sai pela cláusula de rescisão.
  5. «Estou grato ao Benfica, mas o Benfica também me devia estar agradecido.» – novamente Coentrão
  6. Benfica instaura processo disciplinar a Coentrão.


Fora de campo, mostra ser inteligente e com sentido de humor.

[Via Twitter do avançado colombiano]

Não vale a pena negar, Jorge Jesus recebeu mesmo luvas. Isso aconteceu tanto na transferência de J. César como na de Roberto. No entanto, o treinador encarnado foi o enganado no meio desta história: com as luvas, era suposto terem chegado também os guarda-redes.

Antevisão dos últimos jogos do Benfica, por Jorge Jesus:

Este é o jogo da época para o Sporting

É o jogo da época para o Sp. Braga

Aposto que em breve também o PSG e o Portimonense terão os seus “jogos da época”.

«Os dois jogadores pisaram o solo ao mesmo tempo, ficando Coentrão com a biqueira por cima da de Belluschi». Palavras do ex-árbitro, no OJogo.
Não quero aqui discutir se o lance em análise é ou não é grande penalidade. Não interessa e até dou de barato que não seja. Interessa-me apenas saber quantos físicos não dariam tudo para provar o que Coroado escreve.

«Acho que o F.C. Porto não teve nenhuma oportunidade». Palavras do médio espanhol, segundo o Maisfutebol.
Eu acho que o Javi, apesar de ter marcado um golo e tudo, é capaz de não ter estado no estádio. É que o FC Porto não só teve ocasiões de golo – de baliza aberta, uma delas -, como ainda se deu ao luxo de criar as poucas do Benfica – a excepção foi uma jogada de Cardozo, lá para o final do jogo.

Diz-me um colega de trabalho benfiquista, ao início da tarde:
- Tanta coisa com a invencibilidade e este ano ainda não ganharam [FC Porto] um jogo.
Certíssimo e certeiro. Prova de que a boa disposição é possível, apesar das rivalidades.

[Em breve voltarei eu à carga. Espero.]

Quando, depois do jogo do FC Porto frente ao Vitória de Setúbal, se ouve acusar Elmano Santos de ser cego, estamos perante uma tremenda injustiça. Vejo-me na obrigação de defender o juiz madeirense, uma vez que ficou mais que claro que Elmano até vê melhor que muita gente. Atente-se: vê um penalty que quase ninguém parece ter visto, vê uma falta que quase ninguém parece ter visto e dá amarelo a Fucile, vê um penalty num agarrão que quase ninguém parece ter visto acontecer no interior da área e ainda se dá ao luxo de ver que o dito agarrão foi feito por um jogador que quase ninguém parece ter visto agarrar e exibir-lhe o amarelo. Elmano vê que se farta. Só não prevê, seguramente.

Não querendo beliscar a vitória do Barcelona no tão aguardado derby espanhol, adivinho já a saída da toca de muitos anti-Mourinho. Dir-se-á que perdeu o brilho, escrever-se-á que esta é a real prova de fogo ao seu valor e vaticinar-se-á o falhanço. É deixar andar. Afinal, a espera foi demorada, só aos  dez anos de carreira Mourinho sofreu por números tão dilatados. É deixar andar. Afinal, o homem tem, em dez anos de treinador principal, o palmarés que muitos treinadores reformados sonharam ter. Depois disto a bola continuará a rolar e só resta uma certeza: o próximo revés de Mourinho pode nem demorar tanto tempo quanto este, mas as vitórias continuarão a ser a constante.

[Estenda-se este comentário a Ronaldo e aos anti-Ronaldo.]

O sofrimento de estar apurado quando faltam disputar dois jogos.

Equipado de um amarelo alternativo que fica a perder para o laranja da época passada, o FC Porto apresentou-se para mais um ano de desafios exigentes. Ainda sem a presença dos mundialistas, de um ou outro lesionado e de uma ou outra aquisição por concretizar, percebeu-se que o plantel pode apresentar mais soluções, mas que ainda tem um longo percurso pela frente. Frente aos holandeses do Ajax, os pequenos destaques vão todos para acções individuais, uma vez que ainda não se conseguiu ver jogo colectivo digno de referência. Juntando a este grupo uma outra opção de ataque, há matéria para coisas bonitas. A fotografia que aqui fica é de André Villas-Boas porque se percebe que é do que o jovem treinador conseguir fazer com os jogadores que tem à disposição que o FC Porto vai ter, ou não, o sucesso que se deseja. Venha o próximo jogo, venham os craques que faltam e venham, principalmente, os automatismos. Já fazia falta o ambiente de futebol.

Por pontos:
1 – Moutinho não é um talento de outro mundo, antes um médio trabalhador e com qualidade (houve quem falasse do jogador como um Deco e houve quem fizesse dele um Binya);
2 – Entre Moutinho e Meireles, preferia ficar com o último, desde que motivado (até porque acho pouco provável que o FC Porto consiga uma verba condizente com o seu valor);
3 – O ainda médio do FC Porto já manifestou publicamente que esta era uma boa altura para sair;
4 – Os números do negócio, tendo em conta a previsível saída de Meireles, não parecem tão exagerados se se somarem as verbas desperdiçadas em jogadores como Tomás Costa, Benítez, Prediger e assim por diante;
5 – Os mesmos números passam a ser exagerados se se verificar a continuidade do ainda portista Raúl Meireles, uma vez que ainda há Micael no plantel e ficaria difícil conseguir um lugar para os três médios.
6 – O ex-leão, apesar de se passear há muito pelos relvados portugueses, tem 23 anos, o que lhe dá alguma margem de progressão e hipótese de futura rentabilização;
7 – Concordo com quem entende que todas as partes envolvidas na transferência ficam a ganhar. A próxima época desportiva dirá quem ganhou mais.

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