A reencarnação podia ser a melhor forma de explicar o que Callahan (a fotografia é cortesia da minha fotógrafa preferida) traz ao palco, uma vez que este nos canta estórias com a voz que imaginamos ser de uma velha figura, sentada a um canto de um saloon. A essa voz cavernosa, juntou-se a sua guitarra, juntaram-se as letras bem ordenadas de muitos dos seus temas e um baterista competentíssimo.
Na primeira noite desta edição do Festival para Gente Sentada, os primeiros a subir ao palco foram Matt Valentine e Erika Elder. A sinceridade obriga-me a dizer que foi uma actuação sofrível, apenas abrilhantada pela participação de um terceiro elemento, que é certamente o músico mais azarado que já vi: nos dois temas em que participou, conseguiu meter água três vezes.
Seguiu-se um muito mais profissional Perry Blake. Piano e voz foram o suficiente para esquecer um mau início. Deste músico, o pouco que conhecia era Ordinary Day e mais umas coisas ouvidas à pressa no Youtube. O último tema que Perry Blake cantou, Folks don’t know, acabou por ser o que mais gostei.
A noite terminou como comecei este post. Hoje, o festival continua com um cartaz bem mais equilibrado, mas ia-me custar ter perdido Bill Callahan.
[De referir que a blogosfera esteve em peso no Cine-Teatro António Lamoso. Foi porreiro rever uns e conhecer outros.]