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Aconteceu esta madrugada com os Sub-20. Confesso que não segui toda a competição com a atenção devida e que alguns dos jogadores nacionais me eram mesmo desconhecidos, mas a verdade é que o jogo de ontem me deixou excelente impressão de quase todos (muitos deles, pelo menos). Mostraram atitude, espírito de sacrifício e cabeça. Mostraram futebol, também. Mika é muito seguro, Mário Rui é discreto e muito eficaz, Pelé é uma força da natureza, Nélson Oliveira (sozinho deu que fazer a três defesas de cada vez, até estourar) é mais jogador que muitas das carradas de estrangeiros que se vão buscar e Sérgio Oliveira idem. Faço ponto mas não termino, isto porque falta falar de Danilo. Havia um de cada lado e só conhecia (por força das notícias em torno da sua contratação pelo FC Porto) o canarinho. A valer apenas pelo jogo de ontem, preferia ter o português. Foi determinado e quase sempre perfeito no que fez. O quase prova que é humano e também erra, evidentemente.
Portugal jogou em alta rotação, sempre com muito querer. O Brasil foi uma equipa mais calma. Portugal perdeu porque não foi possível ter pernas para jogar da mesma forma do início ao fim. Perdeu o jogo, mas ganhou o respeito de quem os acompanhou. Ainda que as vitórias morais não interessem para nadinha, este grupo de jogadores sem tiques e manias de vedeta está de parabéns.


Fora de campo, mostra ser inteligente e com sentido de humor.

[Via Twitter do avançado colombiano]

Não vale a pena negar, Jorge Jesus recebeu mesmo luvas. Isso aconteceu tanto na transferência de J. César como na de Roberto. No entanto, o treinador encarnado foi o enganado no meio desta história: com as luvas, era suposto terem chegado também os guarda-redes.

Antevisão dos últimos jogos do Benfica, por Jorge Jesus:

Este é o jogo da época para o Sporting

É o jogo da época para o Sp. Braga

Aposto que em breve também o PSG e o Portimonense terão os seus “jogos da época”.

«Os dois jogadores pisaram o solo ao mesmo tempo, ficando Coentrão com a biqueira por cima da de Belluschi». Palavras do ex-árbitro, no OJogo.
Não quero aqui discutir se o lance em análise é ou não é grande penalidade. Não interessa e até dou de barato que não seja. Interessa-me apenas saber quantos físicos não dariam tudo para provar o que Coroado escreve.

«Acho que o F.C. Porto não teve nenhuma oportunidade». Palavras do médio espanhol, segundo o Maisfutebol.
Eu acho que o Javi, apesar de ter marcado um golo e tudo, é capaz de não ter estado no estádio. É que o FC Porto não só teve ocasiões de golo – de baliza aberta, uma delas -, como ainda se deu ao luxo de criar as poucas do Benfica – a excepção foi uma jogada de Cardozo, lá para o final do jogo.

Diz-me um colega de trabalho benfiquista, ao início da tarde:
- Tanta coisa com a invencibilidade e este ano ainda não ganharam [FC Porto] um jogo.
Certíssimo e certeiro. Prova de que a boa disposição é possível, apesar das rivalidades.

[Em breve voltarei eu à carga. Espero.]

Não querendo beliscar a vitória do Barcelona no tão aguardado derby espanhol, adivinho já a saída da toca de muitos anti-Mourinho. Dir-se-á que perdeu o brilho, escrever-se-á que esta é a real prova de fogo ao seu valor e vaticinar-se-á o falhanço. É deixar andar. Afinal, a espera foi demorada, só aos  dez anos de carreira Mourinho sofreu por números tão dilatados. É deixar andar. Afinal, o homem tem, em dez anos de treinador principal, o palmarés que muitos treinadores reformados sonharam ter. Depois disto a bola continuará a rolar e só resta uma certeza: o próximo revés de Mourinho pode nem demorar tanto tempo quanto este, mas as vitórias continuarão a ser a constante.

[Estenda-se este comentário a Ronaldo e aos anti-Ronaldo.]

Eu estou ali e consigo ver as coisas antes de elas acontecerem.

Mais ou menos assim. Tirando esta e mais uma ou outra declaração dada a manchete de jornal, percebe-se haver ali um bom treinador; ao homem, simples, ficava bem um melhor trato.

… deixo aqui os meus parabéns aos novos campeões nacionais de futebol e seus adeptos – em especial aos que me são mais próximos.

[E agora importa conhecer os 23 que nos vão representar na África do Sul.]

Os velhinhos cromos da bola da Panini também souberam acompanhar os tempos.

[Se bem que, como nos livros, o formato em papel tenha outro encanto - cá por casa há até quem já tenha pedido a caderneta.]

A época não tem sido brilhante para a equipa do FC Porto, mas o azar teima em persegui-la nas jornadas finais. Tem ganho? Sim, mas eu referia-me aos dois golos seguidos de Guarín, que são capazes de pesar nas contas da sua manutenção no plantel portista, roubando assim vaga a um jogador de futebol. É a sorte a bater à porta do colombiano e o azar a não largar a perna dos portistas.

… passa a gozo.

Se estamos cá para as horas boas, temos de cá estar para as horas más. E se a noite do FC Porto em Londres, ontem, foi muito má, outras houve que nos deixaram eufóricos.
A verdade é que o actual plantel tem 2/3 jogadores capazes destas andanças de Liga dos Campeões, tem outros 2/3 com capacidade de por lá andarem sem comprometer, mais uns 2/3 jogadores para consumo interno e um grupo dos quais se podem fazer três subgrupos: o dos que servem como alternativa, o dos que são jovens e têm potencial e o dos que nem sequer se percebe como chegaram ao Dragão -muitos, infelizmente. Ao leme destes homens, está um treinador que já ganhou muito e ao qual se tem que estar agradecido, mas que continua a demonstrar um medo que não é compatível com a imagem do clube. Nestas alturas, a responsabilidade toca a todos e os dirigentes não escapam impunes, até porque a política de contratações que gera um plantel como o acima referido passa pelas suas mãos. Espero que tudo isto venha a ser corrigido, que as comissões deixem de falar mais alto que o real valor dos jogadores, que ao mercado voltem os que não têm qualidade para a camisola azul e branca e que dele apenas venha quem for capaz de fazer a diferença em campo. Os restantes, que venham da formação e dos recentes empréstimos.
Enquanto isso não acontece , é aguentar de cachecol ao pescoço e sem deixar de apoiar. Até porque nos jogos mais recentes – e nos próximos ainda mais, certamente – a equipa tem jogado sobre brasas.

O futebol é isso que vemos na imagem acima colocada. Tudo o resto é circo.

Foi feliz na primeira finta que fez e tornou-se num brinca na areia. Teve que ser infeliz muitas mais vezes para perceber que um passe para trás também pode ser importante.

Qual o melhor golo que vi? Pus-me a pensar neste assunto depois de a mesma pergunta ter sido feita a Carlos Queiroz. O futebol já me deu a ver imensas coisas fantásticas, mas não me lembro de um momento de maior classe que este. Como se não bastasse, este holandês que tinha medo de voar tem mais uma dezena de golos de grande nível.

[Outras sugestões serão bem recebidas.]

Por muito que queiram, nisto a culpa não pode ser do Bruno Alves.

O jogo de ontem, frente aos ingleses do Arsenal, chegou para tirar as dúvidas: por muito que custe, o FC Porto não tem pedalada para aquelas andanças. O treinador não é um génio, as saídas de jogadores vêm sendo mal colmatadas, o plantel é quase todo muito igual, sem espontaneidade, sem capacidade de surpreender. Para consumo interno, a ver vamos para o que dá; lá para fora, dará para pouco mais que a qualificação para os oitavos – se der.

[Esta é uma das coisas em que não me importava nada de estar redondamente enganado.]

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