I see you building the castle with one hand while tearing down another with the other.
I talk before I think, you shoot before you know who’s in your line of fire. So somehow we’re the same, we’re causing people pain.

Numa recente entrevista, Erlend Øye dizia para não se esperarem grandes produções nos concertos de Kings of Convenience. Estes seriam seriam sempre pouco mais que duas pessoas honestas em palco. Na noite de dia dois, no Theatro Circo, tal como já tinha acontecido no ano passado, na Casa da Música, isso sentiu-se. O alinhamento misturou temas anteriores – por exemplo, os obrigatórios Homesick, Misread e I’d Rather dance with you – com temas do novo álbum, Declaration of Dependence, como Power of not knowing, Me in you e Boat Behind. Na recta final do espectáculo, tal como em Julho passado, Erlend convidou o público a levantar-se e chegar-se ao palco, o que resulta sempre num final mais intenso. No encore, Eirik voltou a começar pela prática do português, atirando-se a um Corcovado ainda com mais sotaque. Tobias Hett e Davide Bartolini foram excelente companhia deste duo que contrasta em personalidade – com Eirik sempre reservado e contido e com Erlend a protagonizar os momentos de maior loucura -, mas combina na perfeição em termos musicais.
Com o final do concerto chegou também a certeza de que lá esteve a prometida honestidade. E isso, por mais meios de que disponham, não há produção ou logística que possam garantir.
Esta noite cabe a Lisboa a sorte de receber os Kings of Convenience, no Coliseu.
Cinco anos depois de Riot on an empty street, o duo de Bergen edita o seu terceiro álbum de estúdio, Declaration of dependence. Com lançamento previsto para início de Outubro, está também garantida uma passagem de promoção do trabalho por palcos nacionais, a 2 e 4 de Novembro, no Theatro Circo de Braga e no Coliseu de Lisboa, respectivamente.
Para que custe menos a espera pelo álbum, deixo por aqui Freedom and its owner.