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[Vídeo oficial para Anonanimal, do álbum Noble Beast. Andrew Bird, pois claro.]

Depois de algum tempo em que era visita diária do site de Andrew Bird, na esperança de por lá ver mencionado o regresso a Portugal, recebo um smsuma vénia, em sinal de agradecimento – a informar-me disso mesmo: o músico de Chicago estará em Lisboa a 25 de Maio e em Braga no dia seguinte. Agora a visita diária ao seu site passará a um telefonema diário para o Theatro Circo – sim, sou chato – para garantir bilhetes. Quase dois anos depois, gostava de conseguir os mesmos lugares para ouvir os temas de Noble Beast e alguns dos anteriores. Não me lembro de álbum que tenha ouvido tantas vezes, sem esgotar a vontade de o voltar a ouvir.
Desta forma, Maio leva grande vantagem para garantia do prémio “mês do ano”. É que, no espaço de pouco mais de uma semana trará aos nossos palcos aqueles que, para mim, são os nomes maiores da música actual.
Entretanto, para que se confirme o génio de Andrew Bird, deixo ficar mais um vídeo de uma actuação ao vivo, desta feita no programa From The Basement. O vídeo já esteve no Código de Barras, mas não fica mal que eu, com a devida permissão, o repita aqui.

Antony And The JohnsonsAndrew Bird O Ípsilon conseguiu trazer à sua capa, por duas edições consecutivas, aquelas que tenho – e isto é uma opinião muito pessoal – como figuras maiores do panorama musical actual.
Antony, com a ajuda da sua voz ao mesmo tempo poderosa e harmoniosa, transporta-nos para um lugar diferente de todos os lugares que conhecemos. Ouvi-lo é uma experiência interior. Ouvi-lo não é só ouvir; metade é sentir. Em Novembro de 2006, no Theatro Circo, em Braga, aconteceu o minuto mais sentido a que me lembro de ter assistido num concerto: ouvia-se I Fell In Love With a Dead Boy e, numa pausa da música, o silêncio arrastou-se por um pouco mais de tempo; a sala estava cheia, mas podia dizer-se que ninguém lá estava; podia dizer-se muita outra coisa e continuar sem se conseguir explicar o que ali aconteceu. É de momentos destes que se faz a música de Antony Hegarty. Maio marcará o seu regresso a Portugal. Depois de I Am a Bird Now, será altura de apresentar o recente The Crying Light, um álbum que considera mais pessoal e introspectivo. As letras referem muito a natureza e as paisagens, mas também são paisagens emocionais.
[A entrevista pode ser encontrada aqui.]


Antony And The Johnsons – One Dove [The Crying Light]

Andrew Bird é diferente. Não só diferente de Antony, mas diferente de tudo. Rui Tavares escreve, a propósito do músico de Chicago, que numa tradição musical obcecada em encontrar o novo Bob Dylan, os novos Beatles ou o novo Leonard Cohen, ele não é ninguém senão ele. Mas virão a existir certamente alguns “novos Andrew Bird” – e esses terão uma missão ingrata no futuro. Não podia concordar mais. Nesta breve entrevista [links 1 e 2], aliás, não me recordo de não estar de acordo com o que quer que Rui Tavares tenha escrito. O multi-instrumentalista Bird também passou pelo Theatro Circo de Braga, em Junho de 2007. Aqui, o que nos prende é o génio de Bird, a forma como vai juntando sons, como os vai sobrepondo até criar músicas incríveis. Uma espreitadela a álbuns anteriores leva-me a pensar se aquelas músicas, mesmo paradas, não terão melhorado. A cada audição pareço encontrar mais qualquer coisa que me agarra, mais qualquer som, mais qualquer pedaço de letra. É uma música construída em camadas e é com o tempo que as vamos descobrindo melhor. No seu recente Noble Beast, nem foi preciso muito tempo; não encontro um tema de que não goste. A passagem por Portugal, para promoção do álbum ainda não está agendada – espero que seja apenas uma questão de ainda.
As palavras de Rui Tavares serão agora minhas, ainda que repetidas: na música, Andrew Bird é o meu génio vivo preferido.


Andrew Bird – Tenuousness [Noble Beast]

Noble Beast [Andrew Bird]A imagem à esquerda é a capa de uma das edições – no caso, a standard – do álbum Noble Beast, de Andrew Bird, com data de lançamento europeu para dia dois de Fevereiro. Acontece que a internet é uma besta pouco nobre que não deixa a ordem natural das coisas intacta. Já  aqui tinha deixado o single Oh No, mas adianto mais um pouco do que se pode ouvir neste novo trabalho do músico de Chicago, com The Privateers. Depois de passagens por Portugal em 2005 e, mais recentemente, em 2007, aquando da promoção de Armchair Apocrypha, espera-se o regresso de Bird aos palcos nacionais, com este Noble Beast. Se assim acontecer, farei por marcar presença novamente. No entanto, dos destinos europeus, só Paris consta da agenda de espectáculos, até agora.

A quem restarem dúvidas acerca do talento deste homem, aconselho uma espreitadela a este breve momento, ao lado de Yo-Yo Ma, considerado um dos melhores violoncelistas da história -  desconhecia, confesso a minha ignorância, e agradeço ao Google.


[Passada uma semana da data de publicação, é possível que o ficheiro áudio fique indisponível.]

Oh, just make, please make this basic inference and speak of me in the present tense.

Andrew Bird, The Privateers [Noble Beast]

Outubro ainda vai no início, mas já há excelentes notícias musicais para o começo de dois mil e nove. De Antony and The Jonhnsons já tinha falado; chega a vez de falar de Andrew Bird, que tem previsto o lançamento de Noble Beast, sucessor de Armchair Apocrypha, para Janeiro. Para já, fica o single, Oh No. Para começar o ano a assobiar.


[Passada uma semana da data de publicação, é possível que o ficheiro áudio fique indisponível.]
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