Monthly Archives: Setembro 2008

Dos amigos

Escrevi-o há uns dias e enviei-o, por sms, a todos eles – se falhei alguém foi por não ter o número: são os maiores. Das horas dos copos, às futeboladas, aos momentos mais complicados. Os maiores.

Tinha que aqui ficar registado, de qualquer forma.

Anúncios
Com as etiquetas

N/T

Com as etiquetas , ,

This is our fate, i’m yours

É comercial. É mainstream. Mas, pensando bem, haverá alguma coisa mais mainstream que o amor?

E é desta forma que deixo o blogue por mais uns tempos: um som de vibrações positivas, contagiante. Como se espera que a vida seja. Regresso em breve Regressamos em breve, porque a partir de amanhã o “eu” e o “tu” terão muito menos aplicações. Até já!!

Com as etiquetas ,

Dos amigos

Um de x-acto na mão, outro na linha de montagem, uma a preparar uma pequena encadernação e outra nas dobragens/colagens. O suficiente para remediar um pequeno acidente e evitar a noitada. Um grande obrigado!

Com as etiquetas

Basicamente, era isto

Previsão meteorológica

Previsão meteorológica

Com as etiquetas

Amor e guerra

No escuro, surge um vulto e as armas disparam antes de se conseguir verificar quem era. Daí que não seja raro matar-se um aliado ou apaixonar-se por alguém que nada nos diz.

Com as etiquetas ,

Solidão

[A autora da foto decerto não se importará que ela aqui apareça.]

Com as etiquetas ,

Estes gestos não são meus

Apercebemo-nos das coisas quando há alguma mudança. É normal e até natural. A rotina, o hábito, tudo isso leva a que dispersemos a atenção, que os nossos gestos sejam como que mecanizados. Por força da repetição, reagimos em vez de agirmos. O gesto aparece sem passar por aquele que tomamos como centro motor do nosso corpo: ao contrário da acção, a reacção dispensa o pensamento. Ele, sem reparar nisso, já não era ele há muito tempo. Deu-se conta disso no dia em que teve de se despedir dela para se ausentar durante o fim-de-semana. Contas bem feitas, despedia-se por um dia. Saía na sexta-feira à noite e regressaria ao início da tarde de domingo. Bastou. Ali estava aquele homem, o mesmo tronco e os mesmos membros. Um pescoço delgado suportava a cabeça que, noutros dias, os gestos ignorariam. Havendo uma radiografia, ela haveria de confirmar os ossos todos na disposição esperada. O sistema respiratório mantinha-se inalterado, assim como o sistema digestivo e o nervoso central. Só aquele homem, até esse momento convencido, como toda e qualquer pessoa que o olhasse ou o conhecesse intimamente, que era o mesmo, saberia dizer que não era. Saberia dizer, mas ficaria confuso e impotente quando o tentasse explicar. Quando o tentasse perceber, até. Nessa altura era a cabeça que fazia por gerir os gestos, articular as palavras, coordenar tudo aquilo que o ramerrame quotidiano lhe roubava das responsabilidades. A confusão foi inevitável: os braços faziam os movimentos de alguém que não era ele, a boca enchia-se de palavras que não lhe saíam, ou que saíam aos soluços, imperceptíveis. A cabeça perguntava-se
– Que gesto hei-de fazer? Como o faria ele habitualmente?
como se tivesse, ela própria, uma outra cabeça. O homem que ali estava
– Eu… que… não sei…
continuava a não conseguir escolher as palavras que lhe pertenciam e a imitar os gestos que já tinha visto em qualquer lado. Não fazia sentido para ninguém que ele dissesse que não se sentia o mesmo, sem o conseguir explicar.
– Anda daí, deixa-te de coisas.
Ninguém lhe estranhava os movimentos, só ele os sabia mais pesados que de costume, só ele conseguia descortinar aquela lentidão maior nas acções. Aquele atraso que um gesto pensado tem obrigatoriamente que ter, por mais rápido que seja o pensamento.
A mudança faz-nos bem, faz-nos olhar para dentro. Conhecemo-nos melhor na mudança: do que somos capazes, do que não somos. Não fosse aquela despedida e o homem que ali se encontrava de pé, parado, alheio a tudo o que o rodeava, continuaria a pensar que era o mesmo. Ou continuaria a não pensar, melhor dizendo, assumindo-se como o mesmo.
Demorou aquele fim-de-semana a reencontrar os seus gestos e as suas palavras. A espontaneidade. Voltou a encontrar-se quando a reencontrou. Diferente, mas ele.

[Post inicialmente publicado no Código de Barras, que sempre foi atenuando a falta de blogue.]
Com as etiquetas

A net nem sempre é simples

Nos últimos dias, este blogue foi sujeito a umas férias forçadas. Um problema no servidor da Simplesnet obrigou a que guardasse algumas palavras que, noutra qualquer altura, lá teriam ido parar. Acontece. Uma vez que o problema continua por solucionar e as explicações foram parcas, o blogue continuará por aqui. O virtual segue o exemplo do real: casa nova, vida nova. O que importa agora é aproveitar os poucos dias que restam até novas férias – estas programadas.

Com as etiquetas

Não vá o Diabo tecê-las…

…marquemos lugar por aqui.

Com as etiquetas ,
%d bloggers like this: