Monthly Archives: Março 2009

D[e ]ouro

D[e ]ouro

Anúncios
Com as etiquetas

Maio

Depois de algum tempo em que era visita diária do site de Andrew Bird, na esperança de por lá ver mencionado o regresso a Portugal, recebo um smsuma vénia, em sinal de agradecimento – a informar-me disso mesmo: o músico de Chicago estará em Lisboa a 25 de Maio e em Braga no dia seguinte. Agora a visita diária ao seu site passará a um telefonema diário para o Theatro Circo – sim, sou chato – para garantir bilhetes. Quase dois anos depois, gostava de conseguir os mesmos lugares para ouvir os temas de Noble Beast e alguns dos anteriores. Não me lembro de álbum que tenha ouvido tantas vezes, sem esgotar a vontade de o voltar a ouvir.
Desta forma, Maio leva grande vantagem para garantia do prémio “mês do ano”. É que, no espaço de pouco mais de uma semana trará aos nossos palcos aqueles que, para mim, são os nomes maiores da música actual.
Entretanto, para que se confirme o génio de Andrew Bird, deixo ficar mais um vídeo de uma actuação ao vivo, desta feita no programa From The Basement. O vídeo já esteve no Código de Barras, mas não fica mal que eu, com a devida permissão, o repita aqui.

Com as etiquetas , ,

Quiz [IV]

A que banda sonora pertence o tema que abaixo se apresenta?


Resolvido: The Big Lebowski, dos irmãos Coen

Acrescento que o filme tem o casaco de malha mais bonito da história do cinema e torno-o no mais fácil dos desafios aqui publicados.

Com as etiquetas ,

A Valsa com Bashir

Waltz with Bashir

A Valsa com Bashir é um filme da memória. Do consciente e do subconsciente. Talvez até do inconsciente. Da guerra e das memórias. Memória e memórias. Singular por ser quase poético e plural por nos trazer o que todos os dias vemos nas notícias.

Com as etiquetas

Post-it [II]

Post-it

Com as etiquetas

Bianca [Epílogo]

Os holofotes das grandes casas de moda deram vez à meia-luz de um clube de strip.
(Não raras vezes mais que strip, falasse o dinheiro mais alto.)
O sol que trocou por aquela vida era agora o sonho.
– Assim que juntar o suficiente para uma vida tranquila, volto.
De sonho em sonho, apenas o nome salvou à escuridão.

Com as etiquetas

Bianca [II]

Já dentro do carro, sob a tonalidade avermelhada criada pelo letreiro em néon,

STRIP CLUB

Bianca passava em revista o dia do seu encontro com Rogério. A fama de que lhe havia falado restringia-se àquelas paredes. As viagens idem: do balcão a um sofá, do sofá a um privado, do privado ao palco. Por entre essas viagens, sucediam-se as conversas. Homens com todo o tipo de problemas em casa, dos mais banais aos mais complexos, vinham falar-lhe, animados de uma tola esperança de os afastarem dessa forma. Soubessem eles como aquela mulher, sentada diante deles, ali viera parar, talvez tivessem uma súbita vontade de a ouvir, de lhe estender o ombro.
(Pediriam uma bebida?)

Com as etiquetas

Ana Maria [Analepse]

– Desculpe, tem dois minutos?
De repente, Ana Maria viu-se em frente a todos os seus sonhos de rapariga. O mundo da moda traria reconhecimento, estabilidade financeira e viagens. Aquele homem bem parecido que a interpelou chegou mesmo a falar-lhe de fama, enquanto lhe elogiava as feições, a estatura, ou a silhueta. Apresentou-se como Rogério e dizia pertencer a uma agência de renome.
– Tem tudo para o sucesso.
Aquele sol que os queimava enquanto conversavam não chegava para ombrear com o dourado que já via no seu futuro.

Com as etiquetas

Bianca [I]

As mulheres moviam-se languidamente. Os olhares dos homens multiplicavam-se e  despiam-nas do pouco que já traziam vestido. Elas serpenteavam entre eles, procurando vulnerabilidades. O homem achando-se predador e a mulher fazendo-se de presa, quando a realidade era contrária. De lição bem estudada, Bianca procurava um olhar mais perdido, um pescoço mais afundado entre os ombros, indicadores de dias difíceis. A todos se apresentava como uma boa ouvinte. Bastava uma bebida.

Com as etiquetas

Bianca [Prólogo]

O bilhete de identidade identifica-a como Ana Maria. A noite chama-lhe Bianca. Parou de envelhecer aos trinta e dois anos, ainda que o mesmo documento de identificação acuse mais sete. Só na nacionalidade não há contradição, como confirma o sotaque. Brasileira.

[Continua durante o dia de hoje, em entradas já agendadas.]
Com as etiquetas

Quiz [III]

A que banda sonora pertence o tema que abaixo se apresenta?

Resolvido: Waltz With Bashir, de Ari Folman
O filme em causa, não sendo dos de maior divulgação, esteve nomeado para Oscar, para BAFTA, para Globo de Ouro, and so on. A banda sonora foi responsável por alguns prémios.

Adenda: foi nomeado para os Annie.

[A pedido do amigo Moinhos, para o poupar aos castings para filmes manhosos.]

Com as etiquetas ,

Estacionamento

Estacionamento

Com as etiquetas

A identidade

Regressei a Milan Kundera. A identidade não tem a insustentável leveza do seu livro mais conhecido (e merecidamente reconhecido), mas não deixa de ser um interessante trabalho. Como o título sugere, o eu é simultaneamente objecto e objectivo do livro. O que nos achamos ser nem sempre corresponde ao que acham de nós. O que somos varia com a companhia que temos. O que eu mostro ser hoje, não é necessariamente o que vou ser amanhã. A identidade veste-se de romance, mas esconde qualquer coisa de ensaio. Fica, mais uma vez, a certeza de que este autor me voltará às mãos.

Com as etiquetas ,

Post-it

Post-it

Com as etiquetas

Quiz [II]

A que banda sonora pertence o tema que abaixo se apresenta?
Resolvido: Unce upon a time in America, de Sergio Leone

Com as etiquetas ,

Por que razão Slumdog Millionaire venceu o Oscar de melhor filme?

A: Retrata um país de forma crua, evidenciando as suas assimetrias sociais.
B: Tira proveito da profusão de cores, conseguindo excelente fotografia, e junta-lhe a música de forma perfeita.
C: Está brilhantemente filmado, com excelentes analepses a uma infância que quase nos transporta para o ecrã.
D: Traz-nos aquela ideia de que o amor pode tudo, sem se reduzir a isso.

A resposta? Todas. Podem bloquear.

Com as etiquetas

Repito sem me repetir

Há já algum tempo – ainda o blogue tinha outra morada – que publiquei este vídeo. Talvez mais que uma vez, até. Hoje, volta a cair nesta página. Por estranho que pareça, repetindo-o não acho que me repita. Coisas assim não permanecem imutáveis. Nem o significado que lhes damos.

Com as etiquetas ,

Ainda a propósito de Updike

Em Procurai a minha face, o autor mergulha-nos no mundo das artes e, só com letras, pinta-nos uma série de quadros quase reais. Capacidade descritiva excelente.

Com as etiquetas ,

Problema de expressão

Por muito que se tente, as palavras diminuem sempre o significado das grandes coisas. Lembrou-mo Updike, em Procurai a minha face.

Com as etiquetas ,

Font Generator

A experimentar em breve. Meia dúzia de passos simples: fazer o download das tabelas, preencher com a letra desejada, digitalizar e fazer o upload; em seguida, fazer o download da fonte, instalar e usar. Mais simples? Não há.

Com as etiquetas
%d bloggers like this: