Monthly Archives: Abril 2009

O todo e as partes

Também a beleza de um ser humano não é feita de coisas específicas e comprováveis, mas daquele mágico não-sei-quê que chega mesmo a tirar partido de certos pequenos defeitos; e também a bondade e o amor, a dignidade e a grandeza de um ser são quase independentes daquilo que ele faz. Na vida, de forma misteriosa, o todo ultrapassa as partes.

O homem sem qualidades I, Robert Musil
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Horse Feathers – Curs in the weeds

O tempo anda à solta e não se lembra de abrandar. A leitura não tem sido muita – ainda que continuem a chegar livros novos a casa – e a escrita tem-se ficado por pequenos textos sem conclusão. Fica a música, portanto.

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Uma no cravo, outra na ferradura

Olho a televisão e vejo cravos na lapela. Na cabeça de muitos dos seus portadores, porém, há um saudosismo incontido.

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Mankind Is No Island

Vídeo de Jason van Genderen. Descobri-o no Dias úteis, onde o Pedro Ribeiro o definiu como um “murro no estômago”. É difícil não concordar; é mais que tocante.

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Expressão [artística e dramática]

Expressão [artística e dramática][Escultura de José João Brito, inspirada num quadro de Augusto Gomes, em homenagem ao naufrágio de Dezembro de 1947, em Matosinhos.]

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Lars and the real girl

A primeira vez que li qualquer coisa acerca deste filme foi através de um blog amigo. A história de um homem que se apaixona por uma boneca pode parecer ridícula. O filme mostra-nos que não. O abandono e as perdas são tema central; com as perdas,  há qualquer coisa que se ganha. Depois há o amor em todas as suas vertentes, com destaque para o amor-próprio. Há a culpa e o sentimento de culpa. Há também a solidão. Afinal, há tanta coisa neste filme tão simples.

[Não se pode deixar de referir o excelente papel de Ryan Gosling.]

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Quiz [V]

O tema que abaixo se apresenta surge na cena final de um filme de 1999. Os fãs dirão que não é pergunta que se faça, mas de que filme se trata?

Resolvido: Fight Club, de David Fincher

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Estádio do Dragão

A noite tinha tudo para ser azul – podia muito bem tê-lo sido. A atitude dos jogadores foi louvável e chegou a assustar a poderosa equipa de Manchester. Um momento de Cristiano Ronaldo fez a diferença. Quem tem os melhores arrisca-se a isso. De resto, o FC Porto mostrou-se sempre à altura destas andanças europeias. Está de parabéns, por isso.

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Esperar o mar

Esperar o mar

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A vida é o que fazemos dela

A próxima semana trará até às salas de cinema a história de uma família de São Paulo. Uma mãe e quatro irmãos, todos envolvidos numa busca pessoal. Um retrato familiar e um dos muitos retratos possíveis do Brasil. Há muito que um filme não me despertava tanta curiosidade. De Walter Salles e Daniela Thomas, Linha de passe.

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Bon Iver – The Park (Feist cover)

Na rádio Triple J, Justin Vernon pegou na guitarra e emprestou o seu registo tão pessoal a um tema de Feist – The Park. Foi então que aconteceu uma coisa que nos leva até Lavoisier. É que, se o original nada perdeu e esta versão tem tanta força, de onde veio a transformação? Da natureza do talento de Bon Iver, certamente.

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Old Trafford

Chamam-lhe teatro dos sonhos, mas para lá se poder sonhar é preciso tudo, menos adormecer. Hoje, o F.C. Porto teve uma grande noite. Também sofreu, mas nenhum grande embate se faz sem sofrimento. Se de Manchester tivesse vindo a vitória na bagagem, ninguém ficaria escandalizado. Individualmente, só duas notas: há um lateral esquerdo que tem convencido a cada jogo que passa e um jovem médio que já passeia classe pelos grandes palcos, pese a pouca experiência. Este último, esteve quase perfeito.

Para a semana, no Dragão, lá estaremos. Para sofrer e, se a equipa mantiver o nível que hoje apresentou, talvez festejar.

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Castas e Pratos

O passado fim-de-semana teve uma forte vertente gastronómica. Se uma visita ao D.O.C. já estava praticamente decidida, já a visita ao Castas e Pratos foi uma feliz escolha de passagem. Aquele tem bom ar. E tem, realmente. Devido à originalidade do espaço e à boa decoração, foi dos restaurantes arquitectonicamente – dito por mim, que não percebo nada de arquitectura, mas gosto de opinar – mais bem conseguidos que visitei. À mesa, também ninguém ficou desiludido. Desde o magret de pato, ao medalhão de vitela ao roquefort, passando pela posta sobre torradinha de azeite, tudo estava excelente – palavra de quem provou. A carta de vinhos, dito por quem entende disso melhor que eu, é uma agradável surpresa e só tem de negativo os preços, que estão acima do habitual.
O espaço reúne ainda o conceito de wine bar, pelo que é possível passar por ali ao final da noite, já depois de jantar, para um café, ou à descoberta dos muitos vinhos da já referida carta. Mais que recomendável.Castas e Pratos

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Café Central

Ideia de partida: fotografar e juntar no mesmo espaço os muitos cafés com este nome. Será certamente um blogue de actualização esporádica, uma vez que estará sempre dependente da descoberta de um novo Café Central. Estarei na companhia de um amigo – e primo; e padrinho – com uma grande paixão fotográfica e que, ao comando da sua mota, tornará esta tarefa mais fácil.
O primeiro registo deu-se em Vouzela. Os próximos, as nossas voltas o dirão. Para acompanhar, aqui.

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