Monthly Archives: Junho 2009

Oito

LuchoO meu número preferido, nas costas de um jogador que me deixará saudades. A classe que o médio Argentino demonstrou de Dragão ao peito não está ao alcance de todos. Junto-o ao restrito grupo de jogadores que vi jogar pelo F.C. Porto e  que lembrarei sempre. El Comandante é alcunha e descrição. De cabeça levantada, elegante na condução de bola, Lucho foi sempre um motor de alta rotação. Simples nos processos e vertical na forma de jogar. Além de tudo isso, um exemplo de postura em campo – lembro um excesso numa entrada mais dura, o que é significativo num jogador que tantos minutos passou em campo.
Não sei se o 8 ficará bem a alguém nos próximos anos. Adeus e obrigado!

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S/T

S/T

[Apenas para não deixar passar em claro um pequeno passo dado.]

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Vida extraterrestre

Acabo de ver um programa acerca da hipótese de existência de vida extraterrestre – em Marte, neste caso. É assunto que preocupa muita gente. Mesmo quando muitos não chegam a conhecer bem a vida na Terra.

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Bowerbirds – Ghost Life

Upper AirAo segundo álbum, os Bowerbirds procuram ares mais altos. No site oficial da banda podem-se ouvir algumas faixas de Upper Air e do anterior Hymns for a Dark Horse. Os mais curiosos podem ainda espreitar uma série de vídeos no sempre excelente La Blogothèque. O AllMusic coloca a bandada Carolina do Norte entre o folk e o pop. Evito os rótulos, mas aconselho. Para os próximos dias, fica aqui Ghost Life.

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Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb

Não se devem conhecer muitos filmes que façam uma sátira humorística à guerra nuclear. Nesta obra, Kubrick fá-lo de forma perfeita. O filme arranca para uma crítica à política e às guerras, mas vai ainda mais longe, expondo a mediocridade humana. Só na cabeça do homem, que parece desconhecer a sua própria natureza, poderia caber uma doomsday machine. Só na cabeça do homem poderia caber a hipótese de reunir em bunkers milhares de pessoas escolhidas de acordo com características julgadas importantes, na relação de um homem para dez mulheres, a fim de repovoar um país. Pior: só na cabeça do homem um cenário destes ainda deixaria espaço para discussão patriótica, para um momento de espionagem, ou para um milagre pessoal – Mein Führer! I can walk!

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Quiz [VIII]

De regresso aos desafios e ao cinema, pergunto: a que filme pertence a imagem que abaixo se apresenta?

Quiz  [VIII]

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História de bolso

Dois nomes e uma data de outras palavras numa página em branco. Sem linhas ou quadrículas. Duas personagens e um bocado da vida de cada uma delas. Pouco. Apenas umas orientações para, com tempo, dar seguimento à história. Entretanto, dobrada em quatro, a folha aguardou no bolso. Passou de umas calças para outras diversas vezes e ainda hoje anda nisso. Nada mais nela se escreveu, mas de certeza que as personagens já não são as mesmas. Talvez até já se conheçam. Talvez. É uma história que já não é tua, limita-te a trocá-la de bolso.

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Das leituras

Esta semana chegou cá a casa, vinda directamente de uma área comercial sueca começada por I e acabada em A, uma prateleira para dar melhor arrumação aos livros. E num instante lá estavam eles alinhados, bem organizados. Os Lobo Antunes, os Kundera, os Updike e por aí fora. Uns lidos, outros por ler: estes últimos em vantagem, uma vez que o ritmo a que são comprados é superior ao ritmo a que são lidos – nada que desencoraje nova compra. Depois ponho-me a contemplar as lombadas e verifico que lá faltam tantos nomes: Dostoiévski, Balzac, Steinbeck, Flaubert, Tolstói, Conrad, Homero, Goethe… um sem fim deles. E não ficam lá mal outros Lobo Antunes, outros Céline, ou Cortázar.
Acho que é melhor pensar primeiro noutra prateleira.
Por enquanto, regressemos a Musil e ao seu denso homem sem qualidades.

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Ácer

Depois de muito tempo sem mudar de banner, é um ácer que toma conta do topo desta página. Quando tiver condições para isso (tempo e espaço apropriado), é um bonsai desta espécie que quero juntar ao resistente ligustrum sinensis cá de casa.

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Este blogue não larga a música

Wooden ArmsDepois do sucesso de Close to Paradise, Patrick Watson chega até nós com Wooden Arms. O tempo para conhecer este último trabalho do canadiano não tem sido muito, mas já foi o bastante para poder dizer que era um dos músicos que gostava de ver marcar presença no norte de Portugal. Escusado será dizer porquê.
O tema que escolhi para aqui deixar é Big Bird in a Small Cage, mas antes disso deixo também o link para o vídeo de Fireweed.

Around The Well

Around the Well é uma compilação que mistura temas inéditos, raridades e lados-b dos Iron & Wine e algumas versões. O tema que aqui vou deixar é um desses casos. Trata-se de Love Vigilantes, dos New Order. E, claro, se uma passagem de Patrick Watson por um palco do norte do país era vista com bons olhos, também Sam Beam e a sua banda seriam recebidos com satisfação. Muita.

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Inês [Muito longe do epílogo]

Inês é apenas uma criança. As suas escolhas limitam-se ao gelado que quer e a outras pequenas coisas como umas folhas e uma caneta para desenhar.
– E fita-cola?
Também.
Inês é apenas uma criança: devia saber pouco mais que brincar e sorrir. Mas não. Inês já conhece um lado da vida que nem sequer entende bem. Não decidiu isso.
Daqui a alguns anos, saberá que as nossas decisões são o somenos. Mais importante é aceitar o que nos calha em sorte e lutar contra o que nos vem por azar. Inês é uma criança e ainda não sabe isso, mas já age como se o soubesse. Inês é mais que uma criança.

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Inês [I]

Ainda longe da dezena de primaveras, e novamente sem decidir isso, Inês voltou à sala de operações.

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Inês [Analepse]

Antes sequer de nascer, já lhe detectavam um problema. Se há coisa em que não há escolha, é na saúde. Com três dias de vida, já estava às mãos de uma equipa de médicos. Quem decidiu isso?

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Inês [Prólogo]

Quando teve noção de si já era menina e já era Inês. Não decidiu uma coisa nem outra.

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Feira do Livro [desta feita com mais tempo]

Com mais tempo e em boa companhia, voltámos à Feira do Livro. Aproveitar a promoção Leya 4 Pague 3 – de que tomámos conhecimento na anterior visita – era um dos objectivos principais. As escolhas foram: As velas ardem até ao fim, de Sándor Márai; A morte de Carlos Gardel, de António Lobo Antunes; Predadores, de Pepetela; Diário de um mau ano, de Coetzee. O outro dos objectivos predefinidos era trazer para as estantes de casa um livro que há muito cá devia morar – o Livro do desassossego. Houve ainda tempo para alguns livros técnicos e de culinária. Deu também para um lanche numa esplanada e para explorar uma FED 3 Leica fantástica. E assim se passa uma tarde.

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De outros tempos

De outros tempos

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Ainda a música

Ainda em 2008, numa primeira parte de um concerto de José González no Teatro Sá da Bandeira, tive a oportunidade de ver e ouvir Sean Riley & The Slowriders. Na altura, confesso que não fiquei com a melhor das impressões – não sei se pelo overacting, se por estar já mais preparado para a sonoridade do músico sueco. A verdade é que o registo de estúdio da banda portuguesa me entra bem melhor. Já acontecia com Farewell, álbum de estreia, volta a acontecer com Only Time Will Tell. Deste trabalho mais recente, fica por aqui disponível o tema Houses and Wives.

Com um álbum também recentemente editado está Ben Harper. Desta vez,  não se faz acompanhar nem pelos Innocent Criminals, nem pelos Blind Boys of Alabama, mas pelos mais rockeiros Relentless 7. White Lies For Dark Times acompanha essa tendência, mas não deixa de se conseguir encontrar algo do Ben Harper de outros tempos. Perguntem-me se prefiro os trabalhos da década de 90 e não hesito em dizer que sim; no entanto, este músico já nos mostrou que os seus álbuns valem sempre alguma atenção. Fica por aqui The Word Suicide.

[Passada uma semana da data de publicação, é possível que o ficheiro áudio fique indisponível.]
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Música para o fim-de-semana

[O tema é novo e ainda não é certo que se chame Runaway.]

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Feira do Livro do Porto [a corrida]

Chegar à Feira do Livro do Porto alguns minutos depois das 19h30 e perceber que esta encerraria às 20h30 deu para pouco mais que uma caminhada entre os espaços de cada uma das editoras. Nesta espécie de corrida, apenas foi possível apanhar o remorso de baltazar serapião – obrigatório, depois de ler o apocalipse dos trabalhadores. Houve ainda tempo para ter a surpresa de encontrar um curioso Guia Culinário da Praia da Aguda, com os seus tradicionais pratos de peixe; na mesma estante, encontrava-se também um Guia da Medicina Tradicional da Praia da Aguda, com aqueles remédios caseiros que os mais antigos tão bem conhecem. Destes, apenas o primeiro teve o saco como destino.
Ao chegar à Leya, já em cima da hora de fecho da Feira, não houve tempo para aproveitar a promoção Leya 4, Pague 3, pelo que um regresso com mais tempo é garantido.

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Serviço público [não é o maior dos exageros]

Se há coisas que são importantes na formação de um homem, esta é uma delas. Chegou-me por e-mail; chegou-me como deviam chegar as coisas importantes: de pai para filho. É treinar.

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