Da descoberta pessoal

Dois filmes que aparentemente seriam diferentes em tudo, são afinal semelhantes no essencial. Em ambos há um homem que, depois de mais de meia vida vivida, se começa a descobrir verdadeiramente. No primeiro, Jack Nicholson interpreta o papel de Warren Schmidt, recém-reformado e recém-viúvo que se vai descobrir graças ao apadrinhamento de uma criança africana e às cartas que lhe vai enviando, num exercício introspectivo; em The Visitor, Richard Jenkins assume o papel de um professor e autor de vários livros, também viúvo, que se vai encontrar através do conhecimento de outra cultura e dos problemas dos outros. Em registos completamente diferentes e de formas diferentes, tanto um como outro percebem que a diferença se faz nos pequenos gestos e a satisfação se tira dos pequenos prazeres. Não custa assim tanto deixar uma marca no mundo em que vivemos, não custa assim tanto fazer a diferença e, em grande parte dos casos, não é assim tão difícil encontrar motivos para se ser feliz.

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One thought on “Da descoberta pessoal

  1. VagaMundos diz:

    Como já disseste tudo no teu post, dificilmente conseguimos acrescentar algo de valor.
    The Visitor até gerou momentos bem divertidos lá por casa: digamos que o djambé senegalês nunca teve tanto uso 🙂
    Abraço

    Gostar

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