Do interior alentejano ao litoral algarvio

A estratégia estava montada há algum tempo e ditava que a viagem teria início bem cedo, a fim de se evitarem as horas de maior calor. Não passou muito tempo até se entrar numa localidade com princípio e final à vista e com o curioso nome de Venda da Porca. A atenção só voltou a despertar quando surgiu o Bairro das Flores, que de florido tinha pouco ou nada. Estamos a falar de uma viagem feita em Agosto, mas isso não quer dizer que uma emissora de rádio não possa lançar um tema de Natal. Entretanto, uma paragem numa estação de serviço serve para relembrar a temperatura exterior, própria para secar roupa no corpo. No mesmo local fica-se a saber que até para ir à casa de banho é mais complicado ser-se mulher. Sem necessidade de prova, repete-se o já habitual roubo na hora de comer qualquer coisa. Dois sumos e dois bolos pagam-se com uma nota de dez, quase sem direito a troco. Foi já depois de Almodôvar que o filme se repetiu, com o espírito natalício a entrar em cena fora de tempo. (Corta)
Chegando ao Algarve a que alguém quis acrescentar uma letra, nota-se que o verde foi sucumbindo à força do turismo e da urbanização. O horizonte a perder de vista já só se volta a encontrar no quarto do hotel, virado para o mar.
Do interior alentejano ao litoral algarvio foram pouco menos de três horas. Pouco mais de dez linhas.
(Do interior alentejano ao litoral algarvio, menos uma semana para o que se espera ser uma barrigada de felicidade.)

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