Uma história geométrica

Está escrito em muitos livros que, num determinado plano, dois pontos bastam para definir uma recta. Foi com base nesse pressuposto que apenas tivemos de escolher um sentido e seguir caminho. E se uma recta se pode dividir num número infinito de segmentos, a verdade é que uns se fazem com maior dificuldade e outros se conseguem ultrapassar com uma perna às costas. Coube-nos em sorte uma maior parte destes últimos. Como quem conta um conto acrescenta um ponto, aproxima-se o dia em que poderemos formar um triângulo amoroso.
(Sinal disso é o raio da barriga continuar a aumentar.)
A definição de triângulo pressupõe que a soma dos seus ângulos perfaça 180º, o que não deverá andar longe da volta que a nossa vida deverá tomar. Inicialmente, terás de me perdoar se o triângulo se te afigurar escaleno e o teu lado não for o maior, mas prometo que não será coisa para demora. Perceberás, pouco depois, que haverá nessa forma dois lados iguais e um mais pequeno a olhar por eles.
A partir desse ponto, o pouco engenho que me foi necessário para esta série de metáforas geométricas não será suficiente para dar continuidade a esta parábola.

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