Monthly Archives: Novembro 2010

Dos obstáculos

Because there is no love where there is no obstacle

Say valley maker, Bill Callahan
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Do futebol no país vizinho

Não querendo beliscar a vitória do Barcelona no tão aguardado derby espanhol, adivinho já a saída da toca de muitos anti-Mourinho. Dir-se-á que perdeu o brilho, escrever-se-á que esta é a real prova de fogo ao seu valor e vaticinar-se-á o falhanço. É deixar andar. Afinal, a espera foi demorada, só aos  dez anos de carreira Mourinho sofreu por números tão dilatados. É deixar andar. Afinal, o homem tem, em dez anos de treinador principal, o palmarés que muitos treinadores reformados sonharam ter. Depois disto a bola continuará a rolar e só resta uma certeza: o próximo revés de Mourinho pode nem demorar tanto tempo quanto este, mas as vitórias continuarão a ser a constante.

[Estenda-se este comentário a Ronaldo e aos anti-Ronaldo.]
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Nuno Prata – Deve Haver

O meu primeiro contacto com o trabalho de Nuno Prata a solo deu-se em 2008. Nesse ano, o Festival Tonalidades juntou na mesma noite as actuações do ex-baixista dos Ornatos Violeta e de Francisco Silva, com o seu projecto Old Jerusalem. Levado a Espinho por este último, não deixei de guardar boa impressão do primeiro. Por essa altura tocavam-se temas de Todos os dias fossem estes/outros e era notória uma certa colagem aos extintos Ornatos. No seu mais recente trabalho, Deve haver, Nuno Prata consegue algum afastamento, sem renegar as origens. O álbum tem uma identidade que faltava ao seu antecessor e parece ser o verdadeiro ponto de partida para o músico portuense. Deve haver começa por cantar a famosa condição de português sofrido, com Essa dor não existe (tu sabes isso, não sabes?) – “essa dor dá-te jeito, essa dor é perfeita para termos todos pena de ti”. Em Um dia não são dias não e Cala-te e come (expiação do derrotado), o quotidiano e a tão badalada crise assumem papel de destaque. As músicas enchem-se, assim, de vidas normais, como as que vivemos e conhecemos. Se é difícil encontrar um disco que comece e termine sem falar de relacionamentos, não é este Deve haver que vai facilitar a tarefa. Se acabou, acabou e Isso foi antes, por exemplo, são interessantes canções de amor e desamor. Como foi?, pela sonoridade, fez-me pensar imediatamente em Devendra Banhart e é, a par de Aconteceres-te, dos mais melodiosos temas deste trabalho. É precisamente este último que aqui deixo, como prova de que o que é nacional também pode ser bom.

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Isto sim, é fotografia

National Geographic’s Photography Contest 2010 [Ver mais]

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Da paternidade #7

Sei que não é o remédio para todos os males, mas é como o sinto.

[Aos dois meses, está um homem.]
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The wilderness of Manitoba – November

Nunca o crepitar de uma fogueira me pareceu poder ser tão musical.

[Via Slowcoustic, habitual referência musical.]
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O “painél” da WordPress

Não sei se é recente, sei que é irritante. Muito.

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De três em pipa

De três em pipa chegou-me às mãos com a desvantagem de já antes ter lido Viagem ao fim da noite. Nesta breve narrativa, confirmam-se as capacidades literárias do autor, mas quase se consegue perceber que estas são as primeiras páginas de um romance que ficou por acabar. Isto porque lhe falta aquela combustão que faz de Viagem ao fim da noite um livro entusiasmante, ao mesmo tempo que sofrido e violento. Nestas cerca de cem páginas, retratam-se os primeiros dias de um recruta no exército. A violência continua a estar presente e o relato continua a ser sofrido, mas o propósito da narrativa vai-se perdendo no meio das peripécias contadas. Não se podia pedir que estivesse nesta centena de páginas tudo o que está em Viagem ao fim da noite, mas nem por isso De três em pipa deixa de ficar na sombra dessa grande obra – o primeiro é indispensável, o segundo lê-se bem. Fica a vontade de voltar a Céline, talvez com Norte.

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Horse Feathers – Helen

Para preparar o fim-de-semana.

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Da paternidade #6

Uma hora de almoço dá para fazer o caminho até casa, almoçar apressadamente e pegar no filhote durante uns breves minutos. Pouco. Mas vale tudo.

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Dos finais felizes

Os finais felizes são cada vez mais raros, mas ainda existem. Com a ajuda de amigos, as hipóteses de isso acontecer aumentam muito. Obrigado a todos os que passaram palavra, o rapaz da foto abaixo visível apareceu.

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Pedido de ajuda e divulgação

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Já têm uns dias, mas não deixam de ser linhas sublimes

Gosto da cama por fazer. Assim parece que andas aqui por casa. Antes de voltares vou fazê-la à pressa, não vás tu não perceber o desarrumo como compensação.

In Estranho Amor.

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Jornalismo mal-intencionado

O sofrimento de estar apurado quando faltam disputar dois jogos.

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Lia Ices

Lia IceO nome dirá pouco a muito boa gente – a mim não dizia nada. Sei adiantar agora que é uma das mais recentes vozes da Jagjaguwar, editora de Julie Doiron, dos Bowerbirds e de Bon Iver, por exemplo. Foi precisamente através deste último que cheguei a Lia Ices. O tema Daphne, incluído no álbum a lançar em Janeiro do próximo ano, Grown Unknown, tem a participação vocal de Justin Vernon e, como apresentação, conseguiu despertar interesse. Por agora é tudo; segue-se um tempo de descoberta. Se se confirmar a primeira impressão, não deverá ser a última vez que aqui se escreverá o nome desta crescida e desconhecida Lia Ices.

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