Monthly Archives: Fevereiro 2011

A propósito da felicidade [mas sem a querer definir] #1

The Great White Ocean (Swanlights, Antony and The Johnsons)

[Poder ouvir isto, por exemplo, são cinco minutos de felicidade.]
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Café Central #8

Mais de meio ano depois, a actualização esperada: é o oitavo Café Central. Fica em Arcozelo e, por estar tão ao alcance, acabou por ir caindo no esquecimento. Falha hoje corrigida.

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As possibilidades da poesia

Pode-se conquistar uma mulher com um poema, mas não se pode retê-la com um poema.

Roberto Bolaño, Os detectives selvagens
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Poupar e ajudar [sim, ao mesmo tempo]

Volto à carga com os livros. Desta vez, um blogue em que são leiloados livros (umas vezes novos, por vezes até assinados, mas normalmente usados) com valores base de licitação bem interessantes. É o Déjà lu. Depois, porque as receitas apuradas dos leilões revertem inteiramente para a APPT21 (Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21) e para o Centro de Desenvolvimento Infantil DIFERENÇAS, os valores até chegam a aproximar-se dos de mercado. Fica a satisfação de poder trazer livros para casa ao mesmo tempo que se ajudam instituições de grande valia.
Há por lá livros de todos os géneros, por isso vale a pena espreitar.

[Também se podem enviar livros para leilão.]
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Elogio ao (essencialmente) acústico

Aconteceu na mais recente cerimónia dos Grammys. Começou com os Mumford & Sons (brilhantes), teve seguimento com os Avett Brothers (nada mau) e terminou em apoteose com estes reunidos em volta de Bob Dylan e do seu Maggie’s Farm.

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A quinta dos animais

O que à primeira vista pode parecer uma simples fábula, é na verdade a forma que Orwell encontrou para, fugindo a uma espécie de censura, tentar desmascarar o regime político russo de então. Por alturas do regime Estalinista, tudo o que se lia e ouvia da URSS era informação filtrada. No prefácio de Orwell à edição ucraniana de A quinta dos animais, o autor refere que procurava denunciar o mito soviético através de uma história que pudesse ser facilmente compreendida por quase toda a gente e de fácil tradução para outras línguas. Conseguiu-o na perfeição. Ainda assim, esta é uma história que não se limita a caracterizar o que se viveu em tempos na URSS, mas que continua actual. Cada vez mais actual. É uma fábula (ainda que também se registe a presença humana) de classes sociais, de desigualdades, de poder e da acção que este tem sobre quem o detém. Depois de ter visto um pequeno rapazinho conduzir um grande cavalo por um estreito carreiro, dando-lhe chicotadas de cada vez que o animal se voltava, Orwell tomou consciência que os homens exploram os animais do mesmo modo que os ricos exploram o proletariado. É esta, no fundo, a base da analogia deste livro.
O meu primeiro contacto com este autor não podia ter sido mais prometedor. Terminada esta leitura, que ousaria definir como brilhante e obrigatória (não tanto pela escrita, que George Orwell quis simples e acessível, mas pela genialidade do seu exercício), tenho a certeza que não demorarei muito a arrancar com 1984, outra das suas obras mais conhecidas.

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Da conveniência

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Da paternidade #10

Mais um aspecto em comum entre pai e filho: nos corredores da Fnac, não deu para distinguir o mais deslumbrado com os livros.

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Da paternidade #9

A vida, não podendo ser perfeita, consegue-o em momentos como este.

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Ainda o último clássico, por Jorge Coroado

«Os dois jogadores pisaram o solo ao mesmo tempo, ficando Coentrão com a biqueira por cima da de Belluschi». Palavras do ex-árbitro, no OJogo.
Não quero aqui discutir se o lance em análise é ou não é grande penalidade. Não interessa e até dou de barato que não seja. Interessa-me apenas saber quantos físicos não dariam tudo para provar o que Coroado escreve.

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Ainda o último clássico, por Javi Garcia

«Acho que o F.C. Porto não teve nenhuma oportunidade». Palavras do médio espanhol, segundo o Maisfutebol.
Eu acho que o Javi, apesar de ter marcado um golo e tudo, é capaz de não ter estado no estádio. É que o FC Porto não só teve ocasiões de golo – de baliza aberta, uma delas -, como ainda se deu ao luxo de criar as poucas do Benfica – a excepção foi uma jogada de Cardozo, lá para o final do jogo.

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A arte de produzir efeito sem causa

Com este romance, Lourenço Mutarelli – ficcionista, actor, dramaturgo e autor de banda desenhada, homem dos sete instrumentos, portanto – conseguiu o terceiro lugar no Prémio PT Literatura 2009. A arte de produzir efeito sem causa narra a história de Júnior, homem de quarenta e três anos que de repente deixa o emprego, termina com o casamento e se vê obrigado a voltar para casa do pai. Com um quarto arrendado a Bruna, uma jovem estudante de artes, resta a Sênior oferecer ao filho o sofá que um dia foi o lugar de eleição de uma cadela que morreu de cancro. Entre esse sofá, que passa a ser o centro do seu mundo, e as idas ao bar, Júnior questiona-se acerca de tudo e chega ao ponto de desconfiar da própria realidade. Os únicos motivos de agitação no seu dia-a-dia passam a ser uns misteriosos sedec (como o porteiro do prédio designa o sedex) que entretanto começa a receber e o interesse na jovem Bruna, que o tenta ajudar a desvendar a origem e a razão dessas encomendas. Desta forma, põe-se à prova o ditado popular que diz que cabeça vazia é oficina do diabo.
Abreviando, A arte de produzir efeito sem causa é um título brilhante e o complemento gráfico da história é interessante. O livro, como todo, é apenas bom.

[Como nota complementar, a estranheza inicial de ler o português do Brasil.]
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