Da (in)sustentabilidade

– As crianças sempre representaram o significado da vida. Apaixonamo-nos, reproduzimo-nos, e depois os nossos filhos crescem, apaixonam-se e reproduzem-se. A vida sempre serviu para isso. Para a gravidez. Para mais vida. Mas agora o problema é que mais vida continua a ser bela e significativa a nível individual, mas para o mundo como um todo significa apenas mais morte. E também não significa uma morte agradável. Estamos a olhar para a perda de metade das espécies mundiais, nos próximos cem anos. Estamos à beira da maior extinção em massa desde, pelo menos, a passagem do Cretáceo para o Terciário. Vamos assistir primeiro ao desaparecimento completo dos ecossistemas mundiais, depois a uma fome cataclísmica e/ou doenças e/ou assassínios. Aquilo que ainda é «normal» a nível individual torna-se hediondo e sem precedentes a nível global.

Jonathan Franzen, Liberdade
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