A humilhação

O pano sobe, os focos voltam-se para Simon Axler, aclamado actor do teatro americano e, de um dia para o outro, o talento deixa de subir ao palco com ele. A partir daí, está dado o mote para este livro de perdas: perdem-se capacidades, perde-se confiança, perde-se estabilidade, perde-se o amor próprio e a vontade de viver. No seu trigésimo livro, Philip Roth volta a debruçar-se sobre a condição humana com a habilidade que já lhe havia sido reconhecida em Todo-o-Mundo. Em A humilhação, o recente vencedor do International Man Booker Prize, consegue essa proeza com uma impressionante poupança de palavras. As pouco mais de cem páginas do livro lêem-se num ápice e, no final, não parece haver um parágrafo deslocado, coisa que apenas está ao alcance de um escritor dotado e experimentado.
Lidos Todo-o-Mundo, O Complexo de Portnoy e este A humilhação, fica garantida a atenção para outros dos seus títulos que aguardam vez na prateleira. É questão de tempo.

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