Bestiário

Ler Cortázar quando já se leu O jogo do mundo (Rayuela, no original) pode ser complicado. Percebi isso quando comecei a ler A volta ao dia em oitenta mundos. Não que o livro seja mau, mas porque não pode ombrear com um romance da categoria de O jogo do mundo. Com este Bestiário, livro de contos, acontece o mesmo. Ainda assim, entre os oito contos desta obra, há muito do bom Julio Cortázar que conhecemos do já citado romance. Há até um conto que valia o livro por si só – As portas do Céu. Outros há que, por serem mais “fantásticos” ou ficarem demasiado abertos, não preenchem os requisitos que o leitor se habituou a “exigir” do autor argentino.
Bestiário é, como quase todos os livros do género, ideal para intermediar duas leituras mais pesadas, ou para alturas em que o tempo e a disponibilidade mental não abundam. E leva o selo de Cortázar, de quem volto a aconselhar vivamente, correndo o risco de me tornar repetitivo, O jogo do mundo.

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