Netherland

Em 2008, quando foi lançado, Netherland andou nas bocas do mundo: começou por ser elogiado por Obama, foi finalista do Booker Prize e arrecadou mesmo o Pen/Faulkner. No último trimestre de 2009, aquando da sua publicação pela Bertrand, o hype criado do outro lado do atlântico e uma sinopse cativante foram argumentos suficientes para deixarem uma marca na minha memória. Já no final de 2011, um leilão no Déjà Lu (que importa voltar a recomendar) atravessou esta obra no meu caminho e foi-me impossível não licitar.
Joseph O’Neill consegue, em duzentas e cinquenta páginas, um livro muito abrangente: não é apenas sobre críquete, não é apenas sobre Nova Iorque e não é apenas sobre o pós-onze de Setembro; Netherland é também um romance sobre as origens, sobre a família e sobre o ver-se despojado de ambos. Como se não bastasse, é também um livro sobre a amizade.
A narrativa é bem construída, cheia de anacronias (mas nunca confusa) e de frases bem esmeriladas, reclamando alguma atenção para a restante obra do autor irlandês.
Netherland é arrebatador e, como tal, mais que aconselhável.

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