Noites brancas

São Petersburgo. Verão. Dias que não anoitecem. Dois personagens, quatro noites, uma história e um amanhecer. Este pequeno livro podia resumir-se com esta facilidade se não tivesse sido escrito por um autor como Dostoiévski. Se em Coração débil a narrativa tem como tema principal a amizade, em Noites brancas o foco está voltado para o amor. É o verdadeiro romance de amor, com a verdadeira linguagem romântica. Não é, tal como o já referido Coração débil, uma das grandes obras de Dostoiévski, mas acredito que seja uma boa preparação para elas. Uma vez sentido o pulso ao universo criativo do autor, espero conseguir tirar o melhor partido dos seus livros mais consagrados. Ainda assim, Noites brancas não deixa de espantar:pela qualidade de escrita, pelo uso melífluo da linguagem e, principalmente, pela forma como as personagens ganham uma identidade muito própria e se tornam emocionalmente carregadas em menos de cem páginas (edição de bolso!). Não é coisa para muitos, mas está à vista, em duas pequenas obras, que Dostoiévski é um dos que o conseguem.
Crime e Castigo não deve tardar.

(Nota negativa para a edição da Biblioteca de Verão do JN: péssimo papel e muitas gralhas. Ser grátis não justifica tudo. Pedia-se mais brio.)
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