História abreviada da literatura portátil

Enrique Vila-Matas faz neste breve (só assim faria sentido, como iremos ver) livro um apanhado de episódios de um grupo de artistas (predominantemente escritores, mas não só) que, por volta de 1924, criam uma sociedade secreta com peculiares condições de entrada. Os shandys (assim se designavam os elementos da sociedade) tinham que ter uma obra que não fosse pesada e pudesse ser facilmente transportada numa maleta (portátil, portanto) e tinham que ser solteiros ou, pelo menos, comportar-se como tal. Mesmo convocando nomes como Céline, Borges e Salvador Dalí, entre outros, A história abreviada da literatura portátil raramente consegue mais do que distrair, o que é manifestamente pouco para o que esperava de Vila-Matas. É um livro que se destinará mais a quem se interessa pela literatura do que a quem se interessa por literatura.
O correio deverá estar a trazer até mim O mal de Montano e, com ele, a oportunidade de pegar em Vila-Matas num registo algo diferente.

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