Monthly Archives: Setembro 2012

4L

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Dissolução política

Eu sei que a ideia esbarra logo na etimologia das palavras, mas não seria benéfico sermos governados pela oposição? É que é desse lado que, invariavelmente, há mais ideias, mais soluções e mais vontade de mudar.

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A ordem natural das coisas

Uma rapariga pode andar à chuva. Defende-se com uma passada rápida, ou até mesmo uma pequena corrida, protege-se com o carapuço de um casaco, ou alternando entre os toldos e varandas por que passa, e evita as poças. Cerra os olhos e encolhe o pescoço entre os ombros. Uma rapariga pode andar à chuva. Uma mulher também. Uma mãe usa guarda-chuva.

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Três cavalos brancos

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Numerologia

numerologia
(número + -logia)
s. f.

Estudo da influência dos números nas pessoas, nas suas características e traços psicológicos e na evolução da sua vida.
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Diferentes formas de conjugar a vida.

Até determinada fase da vida, interessou o verbo. Brincar, correr, rir, aproveitar, gozar, jogar, comer, passear, beber, namorar, vaguear, crescer. Há dois anos, chegou a altura em que percebi que interessa a pessoa. Eu, tu, ele, nós. O verbo perde importância se o conjugarmos em conjunto.

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A vida é dura

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Extremamente alto e incrivelmente perto

O nome de Jonathan Safran Foer passou a despertar-me alguma curiosidade a partir do momento em que apareceu numa lista elaborada pela The New Yorker que apontava vinte autores com menos de quarenta anos a quem deve ser dada alguma atenção. Dessa lista, já tinha tido oportunidade de ler Joshua Ferris (Sem Rumo) e, confesso, fiquei desapontado. Philipp Meyer (Ferrugem Americana) é outro dos nomeados a quem pretendo chegar, um dia. Acontece que me foi proposto o empréstimo deste Extremamente alto e incrivelmente perto e eu não quis deixar de aproveitar a oportunidade de conhecer a escrita de Jonathan Safran Foer sem correr o risco de, como aconteceu com Ferris, dar dinheiro por mal empregue. Desta forma, este livro (que já deu filme, mas que ainda não vi) ultrapassou uma série de outros que aguardavam pacientemente nas estantes. A obra acompanha, em duas narrativas paralelas, dois grandes acontecimentos: o ataque terrorista de 11 de Setembro, foco principal da história, e o bombardeamento de Dresden, durante a Segunda Guerra Mundial. A queda das torres gémeas roubou a Oskar, protagonista do livro, o seu pai e principal influência. É pelo relato deste rapaz de oito anos (personagem apaixonante que já aqui apresentei) que se vai percebendo que esta é uma história de luto e de perda (perda sentimental, perda de segurança, perda de referências – a perda material, prova-se aqui uma vez mais, acaba por ser a menos importante). O caos de Dresden vai-nos sendo revelado por cartas escritas pelos avós de Oskar e, ao mesmo tempo que se acentua a ideia de que a perda é o sentimento mais forte deste Extremamente alto e incrivelmente perto, essa correspondência revela ainda que este livro é, como grande parte dos romances, um livro sobre a vida (o seu sentido e a sua fragilidade – «Tudo na história do mundo pode ser negado num momento.») e o amor (e a sua resistência). Tão transversal às duas narrativas como o sentimento de perda, surge ainda, nas suas mais variadas formas, o medo.

As mesmas imagens uma, outra, outra e outra vez.
Aviões a embaterem em edifícios.
Corpos a caírem.
Pessoas a acenarem com camisas de janelas lá no alto.
Aviões a embaterem em edifícios.
Corpos a caírem.
Aviões a embaterem em edifícios.
Pessoas cobertas de poeira cinzenta.
Corpos a caírem.
Edifícios a desmoronarem-se.
Aviões a embaterem em edifícios.
Aviões a embaterem em edifícios.
Edifícios a desmoronarem-se.
Pessoas a acenarem com camisas de janelas lá no alto.
Corpos a caírem.
Aviões a embaterem em edifícios.

Extremamente alto e incrivelmente perto é um livro muito interessante. Jonathan Safran Foer consegue abordar temas delicados de forma sensível (faz-nos ficar com as botas pesadas e com algumas nódoas negras), mas sem cair no sentimentalismo excessivo. A originalidade e criatividade estão presentes a cada página do livro, tornando esta leitura numa experiência diferente e muito cativante. Era infundado, portanto, o meu receio em gastar dinheiro em algo que não compensasse. Está tudo iluminado, livro que ainda é considerado pela crítica como o melhor do autor, fica debaixo de olho.

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É preciso ouvir outras versões

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Oskar Schell

Oskar Schell
[Personagem adorável.]

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Papéis inesperados

Papéis inesperadosComeço por dizer que Julio Cortázar é, desde O jogo do mundo, dos meus autores preferidos. Não precisava de ter escrito mais nada para o ser, mas escreveu. Da sua vasta obra, além do já referido romance, só tinha lido o pequeno volume de contos Bestiário (onde surge o brilhante As portas do céu) e A volta ao dia em oitenta mundos, um conjunto de textos sobre os mais diversos temas. E é precisamente com este último, pela forma, que Papéis inesperados mais se parece. Neste livro estão compilados textos encontrados num móvel da sua casa, em Paris. Pela dispersão de temas abordados, a obra dividiu-se em três partes principais, Prosas, Entrevistas perante o espelho e Poemas. Em cada uma dessas partes, encontram-se temas que vão desde a literatura, à política. É, se bem me recordo, logo no início que se encontra o belíssimo conto Os gatos, um daqueles textos que, por si só, justificava esta publicação. Não se fique a julgar, no entanto, que os motivos de interesse deste livro se esgotam aí. A parte das auto-entrevistas é muito interessante e, entre os poemas, há mais umas linhas com sabor intenso ao melhor de Cortázar. Talvez pela situação que hoje se vive (saturante!!), confesso que foram os textos políticos os que menos me interessaram. Apesar de evidenciarem partes importantes da história da Argentina e de outros países da América do Sul, a minha leitura desses textos foi a mais superficial possível, numa atitude que encaro como um exercício pessoal de preservação de um escritor estimado. Entre os papéis dedicados à literatura, destaco a admiração demonstrada por José Lezama lima, escritor e poeta cubano. A determinada altura, Cortázar afirma mesmo que, a ter que escolher um livro para o resto da vida, este seria Paradiso, afirmação mais que suficiente para fazer desta obra de Lezama Lima uma prioridade nas minhas leituras (verifiquei que já teve edição portuguesa há uns anos, pela Edições Afrontamento, falta encontrá-lo).
Se não entrarmos em comparações, Papéis inesperados é um agradável exercício de contínua descoberta de um grande autor; se ainda tivermos O jogo do mundo em mente, a desilusão é grande, porque vamos sentir falta do arrojo, do risco, da originalidade, e de tudo o que faz desse romance uma obra incontornável.

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Winkingbooks

O número de utilizadores da plataforma vai aumentando e, com isso, vai aumentando a dificuldade em conseguir o que se procura (é preciso estar em cima do acontecimento). Ainda assim, de vez em quando, lá dá para fazer uma graça. Aqui estão os mais recentes inquilinos das prateleiras cá de casa. Sem custo (a não ser o dos envios que se vão fazendo, por norma inferiores a 1€). Que esperam para experimentar?

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Faltam palavras

Mudei de banner. Pareceu-me bem dar destaque às palavras. Estão aí algumas das que me são essenciais, das que fizeram dos meus dias melhores dias. O mesmo às noites. Faltam imensas. Para não me caber a responsabilidade da exclusão de uma que fosse, optei por fazer a coisa da forma mais aleatória possível. Falta o “nós”, falta o “código de barras”, falta o “gosto tudo de ti”. Falta muita coisa, mas há uma que se repete. Calhou, mas calhou bem. É “casamento”. Talvez seja, ainda que inadvertidamente, a forma de dizer que casava outra vez. Outra vez contigo, não arriscava diferente sorte. Foi há quatro anos. Só não parece que foi ontem porque foi muito vivido, muito vívido. Só não parece que foi ontem porque entretanto fizemos o hoje e o amanhã. Foi há quatro anos. Queria dizer-te o que esse tempo significou, mas, tal como no banner, faltam palavras. Imensas palavras. O obrigado é o mínimo e, ao mesmo tempo, o melhor a escrever.

Essência e missão do professor

Escrevo para aqueles que serão professores num futuro que é já quase presente. Para aqueles que se irão repentinamente encontrar isolados de uma vida que não tinha outros problemas para além dos inerentes à condição de estudante; e que, portanto, era essencialmente diferente da vida própria do homem maduro. Ocorre-me que se torna necessário, na Argentina, confrontar o professor com alguns aspectos da realidade que os seus quatro anos de escola normal nem sempre lhe permitiram conhecer, por razões que talvez se depreendam daquilo que se segue, e que a leitura destas linhas — que não têm a menor intenção de conselho — poderá talvez mostrar um ou vários ângulos insuspeitos da sua missão a cumprir e da sua conduta a manter.

Ser professor significa estar na posse dos meios conducentes à transmissão de uma civilização e de uma cultura; significa construir, no espírito e na inteligência da criança, o panorama cultural necessário para capacitar o seu ser no nível social contemporâneo e, simultaneamente, estimular tudo o que há de belo, de bom, de aspiração à total realização na alma infantil. Dupla tarefa, portanto: a de instruir, educar e a de dar asas aos anseios que existem, embrionários, em toda a consciência nascente. O professor estende-se para a inteligência, para o espírito e, finalmente, para a essência moral que repousa no ser humano. Ensina aquilo que é exterior à criança; mas deve ainda assim cumprir a profunda viagem para o interior desse espírito, e dele regressar trazendo, para maravilha dos olhos do seu educando, a noção de bondade e a noção de beleza: ética e estética, elementos essenciais da condição humana.

Nada disto é fácil. O que é hipócrita deve ser desterrado, e eis o primeiro combate; porque os elementos negativos fazem também parte do nosso ser. Ensinar o bem supõe a prévia noção do mal; permitir que a criança intua a beleza não exclui a necessidade de lhe fazer saber o não belo. É então que a capacidade daquele que ensina – eu diria melhor: daquele que constrói descobrindo – se põe à prova. É então que um número desoladoramente grande de professores fracassa. Fracassa silenciosamente, sem que o mecanismo do nosso ensino primário se inteire da sua derrota: fracassa sem ele próprio o saber, porque nunca tivera o conceito da sua missão. Fracassa tornando-se rotineiro, abandonando-se ao quotidiano, ensinando aquilo que os programas exigem e nada mais, prestando rigorosa conta da conduta e da disciplina dos seus alunos. Fracassa convertendo-se naquilo que se costuma designar por «um professor correcto». Um mecanismo de relojoaria, limpo e brilhante, mas submetido à condição senil de todas as máquinas.

Todos tivemos algum professor assim. Mas oxalá que aqueles que lêem estas linhas tenham também encontrado, alguma vez. um verdadeiro professor. Um professor que sentia a sua missão; que a vivia. Um professor como todos os professores na Argentina deveriam ser.

O passado é passado. Eu escrevo para aqueles que serão educadores e a pergunta surge, então, imperativa: Porque fracassa um mimem tão elevado de professores? Da resposta, aquilatada no seu justo valor pela nova geração, pode depender o destino das infâncias futuras, que é o mesmo que dizer o destino do ser humano enquanto sociedade e enquanto tendência para o progresso.

Pode a pergunta ser respondida? Terá porventura resposta?

Eu possuo a minha resposta, relativa e talvez errada. Que julgue quem me lê. Eu considero que o fracasso de muitos professores argentinos obedece à carência de uma verdadeira cultura, de uma cultura que não se apoie no mero acervo de elementos intelectuais mas que firme as suas raízes no recto conhecimento da essência humana, daqueles valores do espírito que nos elevam acima do animal. O vocábulo «cultura» sofreu, como tantos outros, um longo mal-entendido. Culto era quem tinha cumprido uma carreira, aquele que tinha lido muito; culto era o homem que sabia línguas e citava Tácito; culto era o professor que desenvolvia o programa com abundante bibliografia auxiliar. Ser culto era — e é, para muitos – usar, em suma, um arquivo prolixo e recordar muitos nomes…

A cultura, porém, é isso e muito mais. O homem – tendências filosóficas actuais, novíssimas, afirmam-no através do génio de Martin Heidegger— não é apenas um intelecto. O homem é inteligência, mas também é sentimento, e anseio metafísico, e sentido religioso. O homem é um composto; da harmonia das suas possibilidades surge a perfeição. Por isso, ser culto significa atender ao mesmo tempo a todos os valores e não meramente aos intelectuais. Ser culto é saber sânscrito, se quiserem, mas também maravilhar-se diante de um crepúsculo; ser culto é encher fichas acerca de uma disciplina que se cultiva com preferência, mas também é emocionar-se com uma música ou um quadro, ou descobrir o íntimo segredo de um verso ou de uma criança. E ainda não logrei precisar o que se deve entender por cultura; os exemplos são inúteis. Talvez se compreendesse melhor o meu pensamento decantado neste conceito de cultura: a atitude integralmente humana, sem mutilações, que resulta de um longo estudo e de urna ampla visão da realidade.

Assim tem de ser o professor.

E agora, esta pergunta dirigida à consciência moral daqueles que nela se acham compreendidos: quatro anos de escola normal bastaram para fazer do professor um homem culto?

Não; isso é evidente. Esses quatro anos serviram para integrar parte daquilo a que chamei acima «longo estudo»; serviram para confrontar a inteligência com os grandes problemas que a humanidade se colocou e tentou solucionar com o seu esforço: o problema histórico, o científico, o literário, o pedagógico. Mais nada, apesar da boa vontade que possam ter podido demonstrar professores e alunos; apesar do duplo esforço na procura de um nível cultural adequado.

A escola normal não basta para fazer o professor. E aquele que, depois de pendurar com gesto orgulhoso o seu diploma, se disponha a cumprir a sua tarefa sem outro esforço, é desde lá um professor condenado ao fracasso. Parecerá cruel e porventura falso; mas um profundo mergulho na consciência de cada um provará que é bastante certo. A escola normal dá elementos, variados e generosos; cria a noção do dever, da missão; descobre os horizontes. Mas com os horizontes há que fazer algo mais do que olhá-los de longe; há que caminhar para eles e conquistá-los.

O professor deve chegar à cultura através de um longo estudo. Estudo do exterior e estudo de si mesmo. Aristóteles e Sócrates, daí as duas atitudes. Um, a visão da realidade através dos seus múltiplos ângulos; o outro, a visão de si mesmo através do cultivo da própria personalidade. E, nisto é necessário acreditar, ambas as coisas não se conseguem em separado. Ninguém se conhece a si mesmo sem ter bebido a ciência alheia em intermináveis horas de leitura e de estudo; e ninguém conhece a alma dos seus semelhantes sem primeiro assistir ao deslumbramento de se descobrir a si mesmo. A cultura é assim uma atitude que nasce imperceptivelmente; ninguém pode acordar uma manhã e dizer: «Sou culto.» Pode, sim, dizer: «Sei muitas coisas», e mais nada. A melhor prova de cultura costuma ser dada por quem fala muito pouco de si mesmo: porque a cultura não é uma coisa, mas sim uma visão; é-se culto quando o mundo se nos oferece com a máxima amplitude; quando os pequenos problemas deixam de ter consistência; quando se descobre que o quotidiano é o falso e que só no mais puro, no mais belo, no melhor, reside a essência que o homem busca. Quando se compreende aquilo que verdadeiramente quer dizer Deus.

Ao sair da escola normal, pode afirmar-se que o estudo acabou de começar. Resta o mais difícil, porque então está-se só, entregue à própria conduta. No enfraquecimento das molas morais, no esquecimento daquilo que há de sagrado em ser professor, há que buscar a razão de tantos fracassos. Mas na vontade que não reconhece termos, que não sabe de prazos fixos para o estudo, está a razão de muitos triunfos. Na Argentina houve e há professores; dever-se-ia perguntar-lhes se lhes bastaram os quatro anos oficiais para adquirir a cultura que possuem. «O génio — disse Buffon — é uma longa paciência.» Nós não requeremos professores geniais: seria absurdo. Mas todo o saber supõe uma longa paciência. Alguém afirmou, simplesmente, que nada se conquista sem sacrifício. E uma missão como a do educador exige o maior sacrifício que por ela se possa fazer. Caso contrário, permanece-se ao nível do «professor correcto». Aqueles que tiverem estudado o magistério e que tiverem recebido sem meditar para além de qualquer dúvida aquilo que pretendiam ou que esperavam para além do lugar e da retribuição monetária, esses já fracassaram e nada os poderá salvar senão um grande arrependimento. Mas eu escrevi estas linhas para aqueles que descobriram a sua tarefa e o seu dever. Para aqueles que abandonam a escola normal com a determinação de cumprir a sua missão. A esses quis mostrar tudo aquilo que os espera e ocorre-me que tanto sacrifício os irá alegrar. Porque no fundo de todo o verdadeiro professor existe um santo e santos são aqueles homens que vão deixando pelo caminho tudo aquilo que é perecível e mantêm o olhar fixo num horizonte a conquistar com o trabalho, com o sacrifício ou com a morte.

Julio Cortázar, Papéis inesperados

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Lavar a cara

Nisto da blogosfera, não é preciso que seja todos os dias, mas de vez em quando faz falta. Mais espaço para a palavra, a mesma simplicidade e outras cores. Do laranja fez-se azul. O mesmo que Lisa Hannigan fez com a lua, emprestada por Elvis. Bom fim-de-semana.

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Mostrar tudo com duas palavras

Imaginem-se dois adolescentes. Um casal. Imagine-se uma relação de amizade já na fronteira do que pode adivinhar-se como romance. Estamos num texto de Cortázar, Os gatos, e o rapaz abriu o joelho num arame farpado. A rapariga ajuda-o a chegar a casa e a esconder-se da mãe. Como se não bastasse, expõe-se mais e viola a maleta proibida (cianeto, bicloreto, seringas, cânulas) para ir buscar tintura de iodo e gazes. Enquanto o rapaz cerrava os dentes para não chorar à frente dela, a rapariga tratava-lhe do joelho. Misturando em doses certas a relação entre os dois jovens, a tensão relativa à violação de uma mala proibida, a muita vontade de ajudar o rapaz e a inexperiência típica de uma adolescente, Cortázar atira ao leitor duas palavras perfeitas para descrever a forma como a rapariga se dedicou à desinfecção da ferida: selvagem minúcia.

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Justa homenagem

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Para começar bem a semana

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