Generalizar é sempre estúpido

Tenho um amigo que decidiu generalizar. Podia ter escrito que os políticos, os dirigentes desportivos e os árbitros são corruptos. Podia ter escrito que as loiras são burras. E os jogadores de futebol e os concorrentes de reality shows. Podia esticar-se um bocado mais e escrever que os padres são pedófilos. Podia ter escrito que os tribunais pura e simplesmente não funcionam. Não chocava ninguém se escrevesse que os sportinguistas e os militantes do PP são betos. Que os bloquistas são intelectuais ou ganzados. Que os bailarinos e os estilistas e os cabeleireiros são maricas. Podia ter escrito tanta coisa sem que ninguém lhe pegasse. Tanta coisa capaz de arrancar “gostos” e comentários divertidos. Tanta coisa que dispensava o “há casos e casos”. Mas decidiu escrever sobre o funcionalismo público e teve que ouvir (ler, na verdade). Ficou a perceber que há coisas sagradas e nem sempre são as religiosas. Generalizar é sempre estúpido. Mas este “sempre” faz toda a diferença.

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