Os peixes também sabem cantar

Não é preciso avançar muito pela bibliografia de Halldór Laxness para provar que a escrita do islandês é mais que merecedora do Nobel recebido. Este Os peixes também sabem cantar não é tão forte e cru como Gente independente, mas é mais um tratado sobre a Islândia e a sua história, o seu desenvolvimento. Bjartur, o determinado e resistente protagonista de Gente independente dá lugar a Álfgrímur, um jovem com uma vida  modesta e que não aspira a mais do que seguir as pisadas do avô (adoptivo) como pescador. A narrativa do livro vai-se encarregando de testemunhar as mudanças que o tempo operou no país e, consequentemente, no seu personagem principal. Álfgrímur é mais uma enternecedora criação de Laxness e Os peixes também sabem cantar é mais uma quase-epopeia. Vale toda a página virada.
Os livros deste autor são verdadeiros postais de um país a que o leitor dificilmente fica indiferente. Os costumes e os valores, as paisagens e a cultura. Ler Laxness é ficar com uma viagem por fazer.

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