Monthly Archives: Janeiro 2013

Há letras escritas em todo o lado

image

Foi questão de ler com atenção e registá-las no Instagram.

Com as etiquetas , ,

A piada infinita

A piada infinitaO historial clínico e o desfecho da vida de David Foster Wallace deixam entender que o autor pode ter sofrido bastante enquanto escrevia o livro, mas o leitor não precisava de sofrer na mesma medida. Uma coisa é o sofrimento causado por um conflito interno que o romance nos inflige, um aspecto que valorizo na leitura; outra coisa, completamente distinta, é o sofrimento gerado pela leitura em si. A piada infinita arrasta-se durante largos períodos de tempo por esta segunda situação.
O livro é uma enormíssima enciclopédia que aborda com especial atenção: o ténis e a procura do sucesso, do sonho; as adições de todo o tipo, com as suas euforias e decadências; a espionagem, a política e a contra-informação; a linguagem e os seus artifícios. Dado o tamanho e a abrangência da obra, compreendia-se desde logo que falhasse na constância de ritmo e clareza, que se dispersasse de vez em quando. O que não se compreende tão bem é que, mesmo tendo em conta que David Foster Wallace pretendia revolucionar a literatura, a obra assente num pretensiosismo que a torna muitas vezes artificial e excessiva, quer na linguagem, quer na realidade criada.

… coçando ruminativamente a irritação cutânea eletrolítica do lábio.

Este é só um exemplo de expressão que julgo que em nada serve o texto. Enquanto de debruça sobre a temática das adições, Foster Wallace também força em demasia o léxico farmacológico, deixando o leitor às aranhas com as substâncias e a consulta das notas para que é remetido, lá no final das mais de mil páginas de livro. E é esta “dança” constante entre a narrativa e as inúmeras e, em alguns casos, muito longas notas que acaba por ser outro dos problemas deste A piada infinita. É repetitivo, é cansativo e parece, grande parte das vezes, dispensável.
Em cada tema que toca, David Foster Wallace não se fica pela superfície e o que às vezes pode parecer interessante, outras vezes volta a ser excessivo. O leitor comum (que não seja, também ele, uma enciclopédia viva, que as há) sentirá aqui e ali dificuldades em entender determinadas passagens, determinadas abordagens. É quase certo que, terminado o livro, alguma coisa (para não dizer muita) terá escapado ao entendimento. As críticas terminam na edição, que é abundante em erros e imprecisões, e deixam de fora, por falta de termo de comparação, a já criticada tradução.
David Foster Wallace, não restam dúvidas, era muito talentoso. Há, neste livro, passagens brilhantes, personagens perfeitamente identificadas com e no meio, descrições de grande realismo e diálogos interessantes e desafiadores. O uso da linguagem, quando não cai no já referido excesso, é notável. O que acontece é que Foster Wallace era, na altura em que escrevia A piada infinita, um homem desequilibrado. E o romance, como muito bem referiu Mário Rufino na sua análise à obra, também resultou desequilibrado.
O essencial do livro consegue-se alcançar e sentir: esse romance turbulento e em constante mutação, como os tempos actuais. Mas sobra demasiado sofrimento na leitura.

Com as etiquetas ,

A V I D A É C O M O O T É N I S
O S Q U E S E R V E M M E L H O R
N O R M A L M E N T E G A N H A M

Ás

Com as etiquetas ,

Está quase. Encontro-me nas páginas finais do tijolo de David Foster Wallace. Se não o terminar esta noite, termino-o amanhã. Depois preciso de descanso, até ser capaz de escrever qualquer coisa acerca do que li. Adianto apenas que a leitura não devia ser isto.

Alcançar o infinito

Com as etiquetas ,

O Inverno tem destas coisas


[Via TwentyFourBit]

Com as etiquetas ,

Escrever com o quotidiano

Está a crescer no Instagram, à razão de duas letras por dia, um alfabeto composto por coisas que fazem parte do quotidiano. Há letras em tudo o que é lugar. A experiência vai, por esta altura, na letra “J”. Assim que o alfabeto estiver completo, conto partilhá-lo aqui. Entretanto, olhos bem abertos para o que me rodeia.

Com as etiquetas ,

Um relógio ao peito

Se eu usasse relógio, o meu pulso haveria de marcar agora meia-noite. Acabou-se-lhe a pilha e eu, comodista, encostei-o na mesa de cabeceira. Já o coração, mecanismo incansável, bate certinho há seis anos e meio, sem dar sinais de precisar de pilha. É acertar uns segundos de quando em vez e máquina está pronta para um insistente tic-tac. Ando há seis anos e meio, portanto, com um relógio de trinta e dois anos ao peito.

Com as etiquetas ,

Traz o coração no pescoço

Na voz, traz um tema de Yoko Ono. Holly Miranda.

Com as etiquetas ,

Grama

On the air
www.grama.pt | www.facebook.com/gramamagazine | www.twitter.com/gramamagazine
Livros, música, cinema, futebol, tecnologia e outros vícios.

Com as etiquetas

Grama.pt

image

Está para breve. A razão de alguma inactividade por aqui, estará lá. É grama da  que cresce verde, é grama de gramática e de gramofone. É de instagrama. É grama que não pesa. A fotografia acima é do amigo António Reis, de quem partiu a ideia desta aventura. Os restantes companheiros de viagem são os também amigos Aníbal Cascais e David Furtado. Até já. Espero que gramem.

Com as etiquetas

Dilema fóbico

Dilema fóbico

Com as etiquetas ,

2012 em imagens

image

Fica a faltar muita coisa, mas está aí o essencial.

Com as etiquetas

Bons ventos

Já passou por aqui como Hajen, agora aparece como Idiot Wind. Os nomes com que se apresenta não se esgotam desta. Fica a porta aberta para outro pseudónimo, portanto.

Com as etiquetas
%d bloggers like this: