Um relógio ao peito

Se eu usasse relógio, o meu pulso haveria de marcar agora meia-noite. Acabou-se-lhe a pilha e eu, comodista, encostei-o na mesa de cabeceira. Já o coração, mecanismo incansável, bate certinho há seis anos e meio, sem dar sinais de precisar de pilha. É acertar uns segundos de quando em vez e máquina está pronta para um insistente tic-tac. Ando há seis anos e meio, portanto, com um relógio de trinta e dois anos ao peito.

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