Monthly Archives: Agosto 2013

Estupidez universal

O amor é uma estupidez intermitente mas universal.

valter hugo mãe, a máquina de fazer espanhóis

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Ééééééééééé o número 10…

Obrigado pela magia!

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Leituras de férias

Leituras de férias
Em tempo de férias, por norma, sobra tempo para ler. O que acaba quase sempre por faltar, por uma razão ou outra, é tempo para registar o devido comentário. Para me poupar a mim e a quem aqui vem dar, atiro-me de forma breve a estes três livros que até acabam por ter uma coisa em comum, pelo menos.
Teatro de Sabbath foi escolhido depois de algumas leituras de Philip Roth (Todo-o-mundo, A humilhação, O complexo de Portnoy, Pastoral Americana…) e de alguns comentários que o colocavam no patamar do melhor que este autor havia feito. Acontece que, apesar de estarem presentes neste livro muitas das qualidades que me fazem apreciar este autor, Pastoral Americana, enquanto termo de comparação, esteve sempre muito presente na minha leitura e isso acabou por prejudicá-la. Os retratos humanos de Roth são sempre muito crus e Teatro de Sabbath não foge à regra. O judaísmo e o sexo assumem um papel de destaque só comparável a O Complexo de Portnoy. Um bom livro, mas que não deve ser porta de entrada para o universo deste autor.
Jesus Cristo bebia cerveja tem todas as qualidades da escrita de Afonso Cruz. A narrativa passa-se em pleno interior alentejano (onde o autor se encontra) e espelha bem a realidade daquela interessante região. Há, tal como em O pintor debaixo do lava-loiças e Os livros que devoraram o meu pai, um quê de humor e fantasia infantil que adoçam o livro e fazem com que este se leia num ápice. É mais uma prova do talento deste autor português. Só não é a maior.
O amante bilingue é o obrigatório regresso a um autor que está, neste momento, no lote dos meus preferidos. O catalão Juan Marsé ainda não conseguiu escrever um livro que me desapontasse. O cenário (invariavelmente, Barcelona) é sempre brilhantemente descrito e acrescenta interesse às histórios, as personagens são deliciosas e as narrativas trazem sempre uma mão cheia de surpresas. Como se tudo isto não bastasse, a escrita de Marsé parece trabalhada à letra. Estes factores, todos juntos, resultam em experiências de leitura fáceis e de tremendo gozo. É mais argumento de peso na minha paixão por este autor. Só não é o maior.

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A memória do ouvido


Não sei se há explicação para isto, mas também não estou interessado em procurá-la: no dia em que me preparava para vir de férias, cheguei a esta música (via Twentyfourbit) e, mesmo sem tempo para a trazer comigo, dou com Johnny Flynn no meu ouvido, sem querer abandoná-lo. É das palavras e do poema. É do crescendo de metais. É da forma catártica como é cantada a música.  É de tudo. O ouvido tem boa memória.

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