Interrupção voluntária da leitura

O abandono de um livro é, para mim, coisa rara, mas lá vai acontecendo. A leitura não empolga, os dias sucedem-se com maior rapidez do que o virar das páginas e o aborrecimento vai-se agravando. Largar um livro a meio foi coisa que experimentei menos de maia dúzia de vezes. Ainda assim, recordo que já aconteceu com nomes como António Lobo Antunes e Thomas Pynchon. Também esteve para acontecer com David Foster Wallace. Hoje, coube a Saramago juntar-se a esta “elite”. Em Todos os nomes, o Sr. José arrasta-se pela Conservatória do Registo Civil e as coisas tardam a acontecer. Neste caso particular, nem a escrita de Saramago salva as coisas. Uma centena de páginas volvidas e continuamos em estéreis voltas à conservatória. Largar nem sempre é sinónimo de perder.

Anúncios
Com as etiquetas ,

2 thoughts on “Interrupção voluntária da leitura

  1. Já me arrependi algumas vezes de não ter tal coragem… Sou persistente, mas chego ao final sempre com a barriga vazia.

    Gostar

  2. Aplaudo a “coragem” em assumir o que para muitos pode ser visto como próximo da blasfémia…
    A leitura por lazer, em princípio deve ser algo que suscite algum interesse. Para quê insistir quando não está a resultar?
    Quem sabe não seria a altura certa para “Todos os Nomes”…

    Gostar

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: