Monthly Archives: Abril 2015

O melhor do mundo e arredores


Meia hora de um génio a que me é impossível ficar indiferente e a que tenho de regressar amiúde.

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País para vestir

Tiled
Um dia, Ana olhou de outra forma para os azulejos, acreditou na sua boa ventura e lançou-se à aventura. Queria vestir as pessoas com os padrões tradicionais dos azulejos portugueses. Para isso, convidou duas amigas, Cristina e Catarina. E assim nasceu a Tiled, em 2014. Se, inicialmente, a ideia era apenas transportar os magníficos azulejos das fachadas de edifícios para peças de roupa cuidadosamente pensadas e criadas, rapidamente se concluiu que a marca teria um papel muito interessante na salvaguarda do património azulejar nacional. Cada criação da Tiled é uma oportunidade de perpetuar e espalhar um pedaço da história deste cantinho à beira-mar plantado.
Percebe-se, à primeira vista, que Portugal bate no coração do projecto Tiled. E, desse batimento cardíaco, nascem peças únicas em tradição e património. Portugal, que sempre foi país de sentir, descobre-se na Tiled como país para vestir.

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Arquitectura humana

Arquitectura humana

De definições para arquitectura está o mundo cheio. De Le Corbusier a Goethe – este último com a mais poética das definições, apesar de a mais vaga, também.

A arquitectura é música petrificada.

Arte, ciência ou ambas, a arquitectura é multidisciplinar. Ao arquitecto são exigidas noções, quando não conhecimentos, que vão da história, passam pelo desenho, pela matemática e se estendem à geografia. Foi precisamente por isso que Nuno e Catarina, ambos arquitectos, somaram prós, subtraíram contras e perceberam que havia território melhor do que o português para desenharem e alicerçarem os seus projectos de vida. Nuno chegou a Macau em Novembro de 2008, apenas cinco dias após ter terminado o mestrado em Lisboa. Menos de três anos depois, em Fevereiro de 2011, haveria de chegar Catarina. Foi já nesta terra de raízes muito portuguesas e natural influência chinesa que iniciaram as plantas das suas galerias no Instagram. Desta vez, a ordem inverteu-se e Catarina chegou primeiro.

No mundo instantâneo dos quadrados fotográficos, são @nunoassis e @catarinalamy, sem fronteiras ou quaisquer outras limitações geográficas. Segui-los está à curtíssima distância de um clique. Macau está do outro lado do mundo, mas um rio de pérolas corre nas suas galerias.
O principal objecto das suas fotografias é, como não podia deixar de ser, a arquitectura, consequência óbvia da profissão, mas também por viverem num local bastante urbano, onde há mais construção que natureza. O que mais lhes interessa num edifício é a geometria, o ritmo, as cores e texturas utilizadas, contrastes de luz e sombra, repetição e perspectiva, aspectos que tanto encontram nos mais modernos edifícios, como num simples estacionamento, que é um dos seus locais de eleição. As suas galerias estão cheias de brilhantes composições arquitectónicas, mas a determinada altura recearam que mostrar “só” isso pudesse ser enfadonho e começaram a combinar a figura humanas com a construção. Se, como disse Goethe, a arquitectura é música petrificada, Nuno e Catarina decidiram juntar-lhe um intérprete. Revezam-se como modelos e aproveitam as pessoas que vão encontrando em frequentes instameets. O resultado é uma fascinante variante da arquitectura que dominam como ninguém e da qual são percursores, a arquitectura humana.

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