Ar de Dylan

Ar de Dylan

Regressar a Vila-Matas faz-se com relativa segurança e expectativa, depois de O mal de Montano e Viagem vertical. É um autor que vive e respira literatura e que, por isso, enche os seus livros de boas referências – Ar de Dylan não é excepção. Termina-se este livro com a sensação de se terem lido várias histórias dentro de uma mesma história. A de Lencastre, escritor que é apresentado nas primeiras páginas, logo no seu funeral, a de Vilnius, seu filho e, no mínimo, a do próprio Vila-Matas. Esta última não é evidente, não há sequer pistas que o indiquem, mas sabendo que há sempre qualquer coisa de autobiográfico nos romances e tendo já alguma familiaridade com a obra do autor catalão, é uma impressão que não parece descabida.
Aventure-se portanto neste livro quem por gosto tiver emaranhados de histórias bem escritas. Não é um livro que faça esquecer o já aqui referido O mal de Montano, mas é uma boa companhia para a chuva que está prometida.

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