A Ilha de Sukkwan

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O romance de estreia de David Vann desenrola-se numa ilha do Alasca em que os únicos contactos com o exterior são um rádio e as muito esporádicas passagens de um hidroavião. É lá que Jim tenciona passar um ano, na companhia de Roy, seu filho, sob o pretexto de se conhecerem melhor e de se aproximarem. Desvenda-se logo nesta intenção o motor de toda a narrativa: a culpa. A culpa por não ter sido um pai presente e por tudo o que, entre diálogos e monólogos, vamos percebendo que não funcionou na vida de Jim. O isolamento a que se entregam quase que os obriga a descobrirem mais um do outro e de si próprios. O problema desse conhecimento é que, muitas vezes, arrasta com ele coisas com as quais não queremos lidar, com as quais não sabemos lidar. E é então que o livro se transforma num daqueles casos de leitura em que uma página puxa a outra.Não se espere de A Ilha de Sukkwan algo de literariamente muito inesperado ou trabalhado. A história é, como a escrita de Vann, simples e directa ao essencial. O livro é, como uma isolada ilha do Alasca deve ser, fria e dura.

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