E então vai entender

E então vai entender Trazer para casa E então vai entender tem uma história tão breve quanto a própria história do livro. Já depois de ter escolhido a leitura que havia de seguir Aprender a rezar na Era da Técnica, à saída da biblioteca, lá estava exposto este título de Claudio Magris. Atendendo a que é um dos nomes do cartaz do LEV e que não tinha lido nada do autor, achei que era o momento certo para o descobrir. Saltemos então de uma pequena história para a outra, a trazida pelas palavras de Magris. E então vai entender apresenta-se quase como um desabafo, uma catarse, de uma mulher já depois da morte (não há disso uma indicação clara, mas o leitor, quando livre de escolher caminhos, lá tem que tomar as suas decisões). Do outro lado, o lado dos vivos, ficou um autor que tinha nesta mulher a sua musa inspiradora. Era dela que sorvia as histórias e as experiências, era por estar com ela que as vivia e escrevia. Talvez haja, como se diz que há em toda a escrita ficcionada, algo de autobiográfico neste personagem, algo de Claudio Magris.
É dessa forma, então, que regressamos a uma história de amor e a muitas confissões deste mesmo amor. Sem grandes artifícios de escrita para além do fazer do narrador um personagem para lá da vida, o desabafo lê-se e entende-se bem, mas não veio para perdurar na memória. Talvez encontremos mais de Magris numa próxima leitura.

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