Um Homem: Klaus Klump

Um homem: Klaus KlumpFecho finalmente a tetralogia O Reino com o livro que a inicia. Não sei se foi o melhor percurso, o escolhido, mas foi certamente um percurso injusto para este Um Homem: Klaus Klump. Não que o considere um mau livro, mas porque se nota nos livros que o seguem um apuramento da técnica e da subtileza de Gonçalo M. Tavares na abordagem à temática do mal. O que começa por ser, neste primeiro volume de O Reino, uma abordagem crua e bruta, chega-nos de forma refinada nos volumes seguintes, especialmente em Jerusalém e Aprender a Rezar na Era da Técnica. Neste arranque de tetralogia já se consegue perceber, ainda que de forma menos evidente, a preocupação do autor em relação à questão da acção, à dualidade entre fazer e esperar. Um Homem: Klaus Klump, ao mergulhar na loucura, acaba por ser o menos coerente desta série de livros, mas não é por isso que deve ser deixado de parte. Do meu breve contacto com Gonçalo M. Tavares, aliás, ainda não li uma obra dispensável.

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