Os olhos tornam-se terríveis quando nada há para ver. Como a arma guardada na gaveta, perigosamente.
O perigo dos órgãos encostados pela circunstância à inutilidade. Aguardam e afirmam o ódio. Os olhos, no tédio, quando nada há para ver (quando o visível é apenas uma repetição), tornam-se diabólicos.

Gonçalo M. Tavares, Breves notas sobre as ligações

Ensaio sobre outra cegueira

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