O Papalagui

O Papalagui reúne discursos de um chefe de uma tribo de Tiavéa, na ilha samoana de Upolu, sobre o europeu ou, de forma mais genérica, a civilização. Com simplicidade indígena, são levantadas questões em que facilmente nos revemos e para as quais nem sempre temos uma resposta que possamos considerar muito boa. É assim e pronto. O chefe Tuiavii estranha os hábitos europeus em relação ao vestuário e ao que do corpo se pode revelar, questiona o tipo de habitação em que o europeu se fecha, o valor que se atribui ao dinheiro e à posse de todo o tipo de bens. Para o chefe da tribo, o meu é uma novidade. Aborda-se ainda, nos breves textos reunidos em O Papalagui, a relação difícil do homem europeu com o tempo, que prendeu em utensílios que o dividem em dias, horas e minutos.
Sem grandes pretensões literárias, até para não ferir a origem dos textos, este é um livro que se lê bem entre outros de maior fôlego, sem deixar de ter o seu interesse.

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