É assim que a perdes

O meu primeiro contacto com Junot Díaz deu-se com A breve e assombrosa vida de Oscar Wao e, na altura, foi uma agradável surpresa. Voltar à sua escrita era uma questão de tempo. Neste É assim que a perdes, o autor dominicano não desilude, apresentando um conjunto de narrativas que não consigo catalogar como contos, porque, mais do que ligadas entre si, me parecem resultar num todo que é maior do que a soma das partes. Os personagens são alguns, mas o essencial volta a ser a exploração da identidade dominicana, das suas ligações à terra natal, dos estereótipos, da inserção numa cultura nova, num país diferente em tudo, como bastam as temperaturas para o provar. É sobre isto e sobre as muitas formas de amor. Tudo narrado de forma simples, muito directa e honesta, sem “embelezamentos” demasiado artificiais. Já não surpreende, porque conhecer Oscar Wao elevou expectativas, mas volta cativar. Vale a pena a leitura e vale a pena continuar atento a Junot Díaz.

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