O ruído do tempo

Julian Barnes é um nome que há muito me despertava curiosidade, mas a que, por uma razão ou outra, ainda não tinha chegado. Títulos como O papagaio de Flaubert e O sentido do fim entraram para a lista sem fim à vista que são os livros que quero ler. Chegar primeiro a O ruído do tempo foi obra de uma visita relâmpago à biblioteca e, confesso, não foi um acaso proveitoso. Neste livro, que se apresenta como uma biografia ficcionada, a escrita acaba por ser mais documental, mais objectiva, afastando-se ligeiramente daquele que, por norma, é o meu registo de preferência. Foi um livro que me passou sem deixar marca. Uma história que se resumiu a uma sucessão de factos e onde a mão de Barnes, ainda que muito profissional, muito capaz e até muito adequada à biografia que este livro pretende ser, conseguiu pouco para me agarrar. Mal menor, foi não ter beliscado a minha vontade de ler os seus outros livros que já aqui apontei.

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