Uma vontade quase secreta

A evidenciar o ritmo da leitura do Coetzee a que agora me lancei, trazido da biblioteca, está um marcador que aponta para o Diário Volúvel, do muito estimado Enrique Vila-Matas. Porque, ainda na biblioteca, não consegui resistir a um Bolaño mais recente que por lá repousava, reparei que também entre as suas páginas trouxe um marcador que nada tinha a ver com a obra do escritor chileno. Desta feita, evidenciava um meu desconhecido – e agora alvo de curiosidade – Alessandro Baricco. Estas duas situações lá acabaram por plantar na minha cabeça uma muito romântica ideia, responsável por algumas dúvidas: 1) haverá, entre a comunidade de leitores da biblioteca, alguém a querer traçar o rumo das leituras dos outros? 2) que tal aceitar estas indicações e verificar se têm seguimento? 3) na muito provável eventualidade de isto ter sido apenas uma coincidência, como fugir à vontade de vestir esta secreta personagem?

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3 thoughts on “Uma vontade quase secreta

  1. dulcineia diz:

    O seu comentário insere-se muito bem no livro que estou a ler agora : “bibliotecas cheias de fantasmas”, que recomendo. O autor é Jacques Bonnet.
    Quanto a Alessandro Baricco, já li um livro dele, “Seda”. Fiquei desiludida…

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  2. dulcineia diz:

    O livro não é um romance, nem uma novela. É um conjunto de divagações sobre problemas conhecidos por bibliófilos, com anedotas e citações à mistura.

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