Category Archives: Dos dias

Desesperar

Para um livro estar perdido, numa biblioteca, basta estar fora do seu lugar. Para um homem estar perdido, numa biblioteca, basta estar à procura desse mesmo livro. O livro, que remédio, sabe esperar. Ao homem resta desesperar.

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Dia de Portugal

Dia de Portugal

Já foi um país à procura do resto do mundo e agora é um país à procura de si próprio. Mas continua a ser o sítio certo para se viver. Saibamos fazer a nossa parte.

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Dia Mundial do Ambiente

O Dia Mundial do Ambiente, este ano especialmente voltado para o combate à poluição plástica, foi hoje. Para o celebrar, partilho um trabalho incrível de Mandy Barker, que utiliza plástico apanhado nas praias ou até mesmo em animais mortos.

Estranhamente bonito, o que se pode fazer com o que nos condena. O Dia Mundial do Ambiente foi hoje, mas tem que ser lembrado todos os dias.

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Erro de conjugação

Se é EUtanásia, por que raio hão-de ser ELES a decidir?

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Philip Roth

Philip Roth

Pode dizer-se que já lhe li alguma coisa. Umas vezes assoberbado, como em Pastoral Americana, outras vezes menos entusiasmado, como num mais inicial O Complexo de Portnoy, mas sempre capaz de reconhecer nas suas palavras uma prosa intensa e de muita qualidade. Deixa-nos hoje. Sem Prémio Nobel, mas com a mais difícil promessa de se vir a tornar num clássico.

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Era uma questão de tempo

O que aconteceu ontem em Alcochete – majorado e acelerado por uma presidência algo esquizofrénica – é resultado do caminho que o futebol português tem seguido nos últimos anos. Todos são responsáveis. Todos. Dirigentes federativos e de todos os clubes e adeptos que deixam de ver pelos seus olhos e de pensar pela sua cabeça. É também resultado do futebol que as televisões mais passam, aquele jogado à mesa, com palavras de ódio. O verdadeiro futebol há muito que deixou de ser o desporto-rei em Portugal. O golo cedeu o lugar ao erro, como momento alto do jogo. Esta violência ia acontecer mais cedo ou mais tarde, mais a norte ou a sul. Que sirva para fazer pensar e, mais do que isso, agir, mudar. O Sporting merece sair disto mais forte. O futebol português precisa de sair disto mais forte, a depender só do jogo e dos seus intervenientes e a deixar de olhar para os bastidores, que se querem limpos.

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Déjà Binet

Começar o dia a olhar para HHhH, de Laurent Binet, na biblioteca, e acabar o dia a ver a adaptação cinematográfica do livro.

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O saber ocupa lugar

Sempre ouvi dizer que o saber não ocupa lugar e, durante muitos anos, acreditei nisso. Só que recentemente soube a que horas era a fornada da tarde na padaria que fica à porta de casa… e esse saber está a ocupar lugar. De dia para dia.

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Onze anos e meio

Onze anos e meio

No final deste mês, a 31 de Janeiro, terminará uma relação contratual de onze anos e meio. A sentimental perdurará. Trago muitos ensinamentos, colegas que respeito e alguns amigos. Deixo um agradecimento a todos os que bem me acolheram e ajudaram. Muito obrigado.

Seguir-se-á um novo desafio e, com ele, novas aprendizagens. Vontade de aprender não falta. Queira a sorte, ajuda preciosa em tudo, dar um ar da sua graça.

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Diz que é uma espécie de serviço público

Terminemos o ano com uma sugestão diferente, uma aplicação que pode ajudar quem anda pelos hipermercados de lista de compras na mão. Chama-se Bring! e facilita muito a tarefa: tem listas de produtos já definidos, dá a hipótese de os criar, de lhes atribuir uma imagem e de lhes alterar a descrição. Adicionam-se produtos à lista de compras com um clique e retiram-se com a mesma facilidade. E o melhor ainda vem depois: as listas podem ser partilhadas e actualizadas por vários utilizadores, gerando notificações a cada alteração. Depois de algumas utilizações, ainda dá uma ideia muito básica de existências, sugerindo os produtos que já foram comprados há mais tempo. Como se não bastasse, é grátis. Pode ser descarregado para Android e iOS, mas também pode ser actualizado na web.
Portanto, se virem alguém às compras de papel na mão… não sou eu!

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🎄

🎄

Hoje é dia de dizer muito com pouco: Feliz Natal, na companhia física e sentimental de todos os que nos são queridos! Que os sonhos engordem e se cumpram!

História infeliz com final feliz

Era uma vez um incêndio que entrou numa casa em que estavam duas pessoas e só queimou o que se podia substituir. Há quem diga que foi uma desgraça. Eu só consigo dizer obrigado.

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Partidarismo

Enquanto olharmos para a política como quem vê futebol, como adepto de um clube, estaremos a perder tempo. Só que no futebol perder tempo é só anti-jogo, na política é anti-futuro.

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Big Brother

Um bocado assustador perceber o que, sem qualquer referência, o Facebook sabe.

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E trazer isto até ao Porto?

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Uma vontade quase secreta

A evidenciar o ritmo da leitura do Coetzee a que agora me lancei, trazido da biblioteca, está um marcador que aponta para o Diário Volúvel, do muito estimado Enrique Vila-Matas. Porque, ainda na biblioteca, não consegui resistir a um Bolaño mais recente que por lá repousava, reparei que também entre as suas páginas trouxe um marcador que nada tinha a ver com a obra do escritor chileno. Desta feita, evidenciava um meu desconhecido – e agora alvo de curiosidade – Alessandro Baricco. Estas duas situações lá acabaram por plantar na minha cabeça uma muito romântica ideia, responsável por algumas dúvidas: 1) haverá, entre a comunidade de leitores da biblioteca, alguém a querer traçar o rumo das leituras dos outros? 2) que tal aceitar estas indicações e verificar se têm seguimento? 3) na muito provável eventualidade de isto ter sido apenas uma coincidência, como fugir à vontade de vestir esta secreta personagem?

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Os mesmos problemas, problemas tão diferentes

Final do dia de trabalho. Tiro o calçado de segurança que usei e volto a calçar as sapatilhas, as mesmas que calcei de manhã, distraidamente, e que agora sinto quase como recompensa. Tenho vontade de pedir-lhes desculpa e de lhes dizer o quanto as estimo. No dia  seguinte, acordo e calço as sapatilhas com os mesmos gestos mecânicos e a mesma abstração.
Tenho consciência de que isto já me aconteceu com as pessoas que me fazem sentir bem.
Os problemas de calçado são tão simples.

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Literadura

Ouvir, num documentário que passa na RTP3, um velho pescador dizer que as marés são o mar a respirar e outro a descrever a tundra ártica como um branco imaculado sob um céu que é um abismo. Vidas duras. Literaturas.

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Leituras de praia

Sem ter lido mais do que cinco páginas do tijolo a que me tinha proposto para as férias, resta-me a satisfação de já ter visto pela praia, entre as Nora Roberts e os Sparks, um Gonçalo M Tavares, dois Orwell, um Eduardo Mendoza e um Roberto Bolaño. 

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Acredite quem quiser

Já me comprometi: só levarei um livro para as férias!

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