Category Archives: Internet

Venezuela

Sou português, nascido no Porto, crescido na Aguda e a envelhecer em Matosinhos. Sou quase tudo daqui, deste rectângulo com varanda para o Atlântico, mas moram em mim mais dois países, um que nunca pisei, nas quentes terras africanas, e outro por onde gatinhei, num canto latino voltado para as Caraíbas. Do primeiro, Angola, enchi-me de memórias e paixões familiares. Histórias maravilhosas de um território tão próspero que parecia nascido do verbo dar. Do segundo, a Venezuela, trouxe na bagagem palavras que acabei por transformar e que só mais tarde percebi de onde vinham. Também daí me enchi de boas histórias familiares. Algumas que, por muito que me incluam, não consigo ter como minhas, tão cedo de lá regressei. Em todas, no entanto, mesmo nas melhores, nas mais felizes, arrastam-se palavras que não foram ditas ou escritas. Cuidado. Cautela. Atenção. Essas palavras que, no fundo, me fizeram voar para fora da asa materna. Cuidado. Cautela. Atenção. Vim ter com a abuelita e o abuelito que, deste lado, passaram a ser só balita e balito. Aportuguesei as palavras e fiz do meu fado seguinte olhar para o céu. De fralda, sentado no degrau cimeiro da casa dos meus avós, à procura do avião que traria os meus pais. Cuidado. Cautela. Atenção. Nessa altura, a Venezuela não era só um conto de misses. Nem hoje.
A atravessar uma crise política que já está marcada a sangue, o país mostra que não está maduro. O que lá se vive – e que me toca de forma algo especial – deve ser visto nas fotografias reunidas no sempre brilhante The Big Picture, do The Boston Globe. Não há melhor forma de contar as coisas. Cuidado. Cautela. Atenção. A Venezuela tem que largar estas palavras.

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A minha preguiça não é de hoje

Preguiça Magazine

Perdi a conta às vezes em que a minha mãe, a determinada idade, me chamou preguiçoso. Não é de hoje, portanto, a minha preguiça. Só que se nessa altura o epíteto em causa era coisa para fazer ter vergonha, hoje é com orgulho que apareço no Instagram da Preguiça, magazine nascida em Leiria e que aposta na divulgação cultural de uma forma muito original e independente. Muito obrigado à Preguiça Maganize e um obrigado especial à Carla de Sousa pelo convite, pela edição e por toda a atenção!

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País para vestir

Tiled
Um dia, Ana olhou de outra forma para os azulejos, acreditou na sua boa ventura e lançou-se à aventura. Queria vestir as pessoas com os padrões tradicionais dos azulejos portugueses. Para isso, convidou duas amigas, Cristina e Catarina. E assim nasceu a Tiled, em 2014. Se, inicialmente, a ideia era apenas transportar os magníficos azulejos das fachadas de edifícios para peças de roupa cuidadosamente pensadas e criadas, rapidamente se concluiu que a marca teria um papel muito interessante na salvaguarda do património azulejar nacional. Cada criação da Tiled é uma oportunidade de perpetuar e espalhar um pedaço da história deste cantinho à beira-mar plantado.
Percebe-se, à primeira vista, que Portugal bate no coração do projecto Tiled. E, desse batimento cardíaco, nascem peças únicas em tradição e património. Portugal, que sempre foi país de sentir, descobre-se na Tiled como país para vestir.

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Redireccionar

Mando-vos daqui para aqui. São umas breves linhas sobre Laura Marling. Lá, como aqui, a ideia é só uma: levar ouvidos até Once I Was An Eagle. É de ouvir.

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Instazulejo II

Instazulejo II
Já aqui tinha referido o levantamento de azulejos que estava a fazer no Instagram. Os contributos começaram a aparecer de forma espontânea e neste mosaico já se podem encontrar azulejos enviados pela amiga Sara Rosas (primeiro e terceiro da última linha), pela vizinha de blogosfera Numa de Letra (cantos superiores) e pela minha mãe (canto inferior direito), a quem agradeço a simpatia.
Tem sido uma experiência interessante, com boa receptividade e que podem acompanhar de perto aqui.

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Misturem-se escritores, títulos de livros e futebol

É a receita do dia.

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Terminar a semana com Cortázar

Quem grama?

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Relembrar. Só para que não percam um grama. Hoje escreveu-se um pouco da história de valter hugo mãe. É espreitar.

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Divulgação

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Grama

On the air
www.grama.pt | www.facebook.com/gramamagazine | www.twitter.com/gramamagazine
Livros, música, cinema, futebol, tecnologia e outros vícios.

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Grama.pt

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Está para breve. A razão de alguma inactividade por aqui, estará lá. É grama da  que cresce verde, é grama de gramática e de gramofone. É de instagrama. É grama que não pesa. A fotografia acima é do amigo António Reis, de quem partiu a ideia desta aventura. Os restantes companheiros de viagem são os também amigos Aníbal Cascais e David Furtado. Até já. Espero que gramem.

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A realidade está aí

Neste momento, parece que está tudo a viver. Viver mesmo. A realidade. Parece que há quem converse. Diz que é por uma rede social estar em baixo. Está tudo a viver a realidade. A excepção arranjou tempo para escrever isto.

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Entrevista à Booktailors

Se me bastam os prazeres e ensinamentos que retiro do que leio, a verdade é que me sobra contentamento por ter merecido o convite da Booktailors para uma entrevista. Enquanto leitor, não podia aspirar a muito mais. Abro o separador relativo às entrevistas e fico, algo envergonhado, a olhar para os outros nomes. Espero que esta não tenha sido uma relação parasita e que consigam encontrar algum interesse nas minhas respostas. Resta-me, incapaz de dissimular um certo orgulho, agradecer o convite. Foi um prazer.

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Winkingbooks

O número de utilizadores da plataforma vai aumentando e, com isso, vai aumentando a dificuldade em conseguir o que se procura (é preciso estar em cima do acontecimento). Ainda assim, de vez em quando, lá dá para fazer uma graça. Aqui estão os mais recentes inquilinos das prateleiras cá de casa. Sem custo (a não ser o dos envios que se vão fazendo, por norma inferiores a 1€). Que esperam para experimentar?

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O português não é suave

Um curto texto do site de um jornal nacional noticia que Anthony Bourdain esteve recentemente em Lisboa a gravar um episódio do seu famoso No Reservation. São umas breves linhas em que apenas cabem referências a Bourdain, ao programa, a Lisboa, ao fado, a Lobo Antunes (que o acompanhou) e a Ramiro (proprietário de um dos restaurantes visitados). Notícia mais que espremida. Acontece que o português, nos comentários, consegue dizer (escrever) mal, imagine-se só… do chef americano, do seu programa, da cidade em questão, do seu Presidente da Câmara, de Ramiro, da jornalista que assinou o texto, de Passos Coelho e, ainda que de raspão, de Lobo Antunes. Safou-se o fado, talvez por ser património da humanidade. É obra.

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Grandalhões

[Conteúdo Maisfutebol]

Não sei se é defeito meu, mas a associação entre o “grandalhões” e os jogadores de râguebi não foi a primeira que me veio à cabeça.

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Decálogo más uno, para escritores principiantes

I. No busquen ser originales. El ser distinto es inevitable cuando uno no se preocupa de serlo.

II. No intenten deslumbrar al burgués. Ya no resulta. Éste sólo se asusta cuando le amenazan el bolsillo.

III. No traten de complicar al lector, ni buscar ni reclamar su ayuda.

IV. No escriban jamás pensando en la crítica, en los amigos o parientes, en la dulce novia o esposa. Ni siquiera en el lector hipotético.

V. No sacrifiquen la sinceridad literaria a nada. Ni a la política ni al triunfo. Escriban siempre para ese otro, silencioso e implacable, que llevamos dentro y no es posible engañar.

VI. No sigan modas, abjuren del maestro sagrado antes del tercer canto del gallo.

VII. No se limiten a leer los libros ya consagrados. Proust y Joyce fueron despreciados cuando asomaron la nariz, hoy son genios.

VIII. No olviden la frase, justamente famosa: 2 más dos son cuatro; pero ¿y si fueran 5?

IX. No desdeñen temas con extraña narrativa, cualquiera sea su origen. Roben si es necesario.

X. Mientan siempre.

XI. No olviden que Hemingway escribió: “Incluso di lecturas de los trozos ya listos de mi novela, que viene a ser lo más bajo en que un escritor puede caer.”

[Retirado daqui, enquanto se vai avançando na leitura de O Estaleiro. Uma tradução possível (pt-br), aqui.]
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Jorge Luis Borges

O Google não deixa escapar uma data. Hoje, lembra-nos que seria o 112º aniversário deste brilhante autor. O doodle (termo que designa o logótipo do motor de busca) é, mais uma vez, excelente.

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Assembleia Sexy

A Assembleia Sexy, a acreditar no enredo do filme A Rede Social, é muito semelhante a uma das ideias iniciais de Mark Zuckerberg, antes de surgir o Facebook que hoje conhecemos. Nesse caso, os duelos eram entre as alunas de um campus universitário, enquanto que neste Assembleia Sexy os duelos são, como o próprio nome sugere, entre deputados. Fiquei a conhecer o site através de um comentário a uma entrada recente e achei que valia a pena divulgar.
É política até para quem não gosta de política.

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1, 2, experiência

Está iminente o arranque de uma iniciativa que visa levar livros  ao Facebook, para que estes possam ser lidos aí, de uma forma mais interactiva (com o ganho da interactividade, outras coisas se perderão, seguramente). A primeira experiência arrancará em breve, com O bom inverno, de João Tordo. O projecto é da Leya e, ultrapassados os primeiros problemas (acontece em tudo o que é novidade), desperta curiosidade. Não substituirá, nem passará a perna ao tradicional formato em papel e, descansem os profetas da desgraça, não acabará com o hábito de leitura, mas pode ser uma experiência engraçada.
É aqui que tudo se vai passar.

[Via Bibliotecário de Babel]
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