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Arde o musgo cinzento

Arde o musgo cinzentoThor Vilhjálmsson, escritor islandês, tinha na pintura outra das suas paixões. Li-o numa das badanas do livro e confirmei-o durante a narrativa. A história que serve de base a este romance, um crime verídico, tem tudo para prender o leitor, mas há uma abundância de descrições de paisagens, de verdadeiras pinturas feitas por palavras, que acabam por afastar. Apesar de bem escrito, apesar de espelhar a dureza e crueldade da trama na muitas vezes inóspita natureza islandesa, é excessivo. O que podia resultar num livro intenso, para leitura vertiginosa, acaba por ser uma experiência cansativa. Thor Vilhjálmsson tem uma escrita rica e muito visual, mas a economia de palavras é, algumas vezes, um trunfo menosprezado – A morte de Ivan Illitch, poderoso pequeno livro,  é exemplo que uso muitas vezes a este propósito. Dizer menos é, às vezes, dizer mais. A este Arde o musgo cinzento, não faziam falta cerca de uma centena de páginas que, ainda que bem escritas, prejudicam o livro.

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