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Noturno chileno

Noturno chileno Não, Bolaño, desta vez não. A culpa até pode ser minha, do momento que escolhi para te ler, mas desta vez não. Já te li coisas maravilhosas, como Os detectives selvagens, e coisas menos conseguidas, como Estrela distante, mas só desta vez me faltou por completo o entusiasmo.
O sôfrego exercício de memória feito pelo protagonista desta história – num parágrafo, ou pouco mais do que isso – é entediante na forma e errante no objectivo. Nunca se sabe bem a que nos conduzem as recordações do padre, crítico literário e poeta que, febril, julga estar prestes a morrer. Salvam-se umas poucas páginas em torno da figura de Pinochet e a curiosidade pelo que se passa na cave de uma mansão em que se reúnem importantes figuras da cultura chilena. Foi pouco livro até para se fazer uma apreciação. Noturno chileno foi uma leitura inócua, deixou poucas marcas. O que Bolaño nunca tinha sido, para mim.

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