Tag Archives: O ruído do tempo

Ser herói era muito mais fácil do que ser cobarde. Para ser herói só era preciso ser bravo por um momento – quando puxávamos da pistola, lançávamos a bomba, carregávamos no detonador, eliminávamos o tirano e a nós também. Mas ser cobarde era embarcar numa carreira que durava toda a vida. Nunca podíamos descansar.

Julian Barnes, O ruído do tempo

Emprego de longa duração

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Todos os nomes

Na hora de largar um livro a meio, não dá para olhar a nomes. Comigo, já aconteceu a Thomas Pynchon, a Saramago, a Don DeLillo e até ao meu tão estimado António Lobo Antunes, por exemplo. Isso não diz mal deles ou dos seus livros. Dirá mais dos meus momentos. A Cuba de Cabrera Infante, em Mapa desenhado por um espião, não estava a alhear-me dos dias verdadeiros, como eu gosto que aconteça com a literatura. Mais tarde ou mais cedo, é possível que lá volte. Por enquanto, confio os próximos dias a Julian Barnes. O ruído do tempo se encarregará de dizer se foi uma escolha acertada.

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